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Segundo agência, elevação reflete estrutura de capital e liquidez adequada da construtora

Agência Estado

A Fitch elevou nesta quinta-feira (27) os ratings da Camargo Corrêa e das suas subsidiárias de "BB-" para "BB" nos IDRs, em moeda local e estrangeira, com perspectiva estável. A nota nacional de longo prazo subiu para "AA-", de "A+", e a segunda emissão de debêntures, no montante de R$ 1 bilhão e vencimento em 2014, também foi elevada para "AA-" de "A+".

Segundo a agência de classificação de risco, a elevação reflete a estrutura de capital da construtora, acima das expectativas, a liquidez adequada e a diversificação dos negócios da companhia, após concluída a aquisição da Cimpor.

"A perspectiva estável incorpora a opinião de que o perfil de crédito da Camargo deverá permanecer estável a médio prazo, além de levar em conta a expectativa de que a empresa conseguirá administrar sua alavancagem líquida consolidada na faixa de 4,0 a 4,5 vezes, de curto a médio prazo, mantendo liquidez adequada", destacou a Fitch.

A agência ainda ressaltou a diversificação dos negócios e fluxo de dividendos. "Esta diversificação se reflete na composição do Ebitda consolidado de 2012, de R$ 4,3 bilhões, proveniente dos segmentos de cimento, energia, transportes, engenharia e construções e calçados, que representaram 43%, 22%, 12%, 12% e 9%, respectivamente".

No que se refere aos dividendos, "a expectativa é de que aproximadamente 75% dos dividendos sejam originados pelos negócios de cimento, de concessões rodoviárias (por meio da CCR) e de energia (por meio da CPFL). Em 2012, os dividendos recebidos pela Camargo totalizaram R$784 milhões, e este montante deverá permanecer igual em 2013", enfatizou a Fitch.

Sobre a sensibilidade dos ratings, a agência informou que poderão ser afetados positivamente, caso haja melhora significativa na geração de fluxo de caixa e em seus indicadores de alavancagem líquida e de liquidez.

Já o lado negativo poderá ser considerado para a qualidade do crédito pela "falta de capacidade ou de intenção da companhia em manter sua alavancagem financeira líquida em linha com os patamares incorporados aos ratings; tendências macroeconômicas adversas, que levem ao enfraquecimento dos indicadores de crédito; aquisições financiadas por dívida e/ou alteração nos dividendos recebidos pela companhia, cujos patamares foram considerados nos ratings" informou a Fitch.

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