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No caso de fogões, alíquota do IPI subirá para 3%, abaixo dos 4% previstos inicialmente

O aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre móveis e eletrodomésticos, programado para ocorrer em julho, será menor do que o previsto inicialmente, anunciou nesta quinta-feira (27) o ministro Guido Mantega. As novas alíquotas já começam a valer na segunda-feira (1º).

Esses produtos estavam com alíquotas reduzidas e, em dezembro, o governo havia anunciado um reajuste escalonado ao longo deste ano. Em julho, elas deveriam voltar aos valores originais, mas agora ganharam uma nova escala e continuarão menores até setembro, numa nova tentativa do governo de evitar pressões inflacionárias.

As novas alíquotas do IPI para linha branca já começam a valer na segunda-feira (1º)
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
As novas alíquotas do IPI para linha branca já começam a valer na segunda-feira (1º)

No caso dos fogões, o IPI voltaria dos atuais 2% para 4% em julho. O governo, porém, decidiu mantê-la em 3% a partir de julho e até setembro. No caso das geladeiras, o imposto que hoje é de 7,5% passará a ser de 8,5%, com vigência entre julho e setembro . A alíquota cheia é de 15%.

Para tanquinho, a alíquota de 3,5% passa para 4,5%. A máquina de lavar roupa, que antes tinha taxa de 20%, já está em tarifa definitiva de 10%. Móveis em geral, que têm alíquota de 2,5%, passarão a ter 3%. Para painéis, o valor de 2,5% passa para 3%. Laminados, com alíquota de 2,5%, terão IPI de 3%. A alíquota de luminárias, que hoje é de 7,5%, passará para 10%. No caso dos papeis de parede, a mudança é de 10% para 15%.

Mais cedo, o governo havia se reunido com representantes do setor. A empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, havia cobrado a manutenção de alíquotas menores que as originais para evitar impacto na inflação.

"Estou torcendo, estou sendo bem clara, para [ o reajuste ] ser menor para não impactar na inflação. A reação na ponta, se for uma alíquota menor [do IPI], a gente dá até para segurar. Agora, se for uma alíquota muito grande, dificilmente a gente segura”, disse Luiza.

Mantega pediu que os setores tentem absorver os reajustes das alíquotas e disse que o governo irá estudar formas para impedir o impacto para o consumidor final.

"Ficamos de estudar o que fazer para impedir que haja um aumento de custos para a produção que possa ser repassado para o consumidor final. O nível de vendas desses produtos teve crescimento moderado nesses primeiros cinco meses do ano e, portanto, deve continuar tendo esse desempenho", completou.

* com informações da Agência Brasil



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