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Para ministro da Fazenda, governo vai trabalhar para aumentar competitividade do País

Agência Estado

Se o governo tivesse adotado as medidas sugeridas pela oposição, o Brasil teria naufragado, avalia o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Se fôssemos praticar o que foi sugerido pela oposição, como não dar estímulo à economia, não dar crédito, não usar o BNDES, teríamos naufragado", disse, em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (26).

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Mantega declarou que minutos atrás a oposição quase chegou a dizer que o governo deu sorte nas ações bem-sucedidas. "Só faltaram falar que quando a economia foi bem, foi sorte. E, agora, quem sabe a culpa seja nossa de a crise internacional ter jogado a economia no chão", contestou.

Mantega:
Agência Brasil
Mantega: "Não vi na manifestação nenhuma pergunta de cadê o meu emprego"

Mantega disse que a atuação do BNDES foi fundamental no momento em que as companhias não conseguiam captar recursos nos bancos privados. "Todos os países cultivam as grandes empresas. Não adianta ficar aqui pinçando uma empresa ou outra. A política de crédito privilegiou o investimento, e não teria crescido se não fosse isso."

Segundo ele, a educação foi a dotação que mais subiu em dez anos de governo. "É uma prioridade. Falta coisa? Falta, mas o País ficou atrasado durante anos na educação", disse, acrescentando que o País chegou ao paradoxo de faltar mão de obra. "O principal predicado da economia é gerar emprego. Não vi na manifestação nenhuma pergunta de cadê o meu emprego", afirmou o ministro.

No cenário traçado por ele, faltam jovens empregados porque estão estudando mais tempo, mencionando ainda que não tem mais desemprego e continua a geração de vagas mesmo com crescimento mais baixo. O ministro lembrou que os Estados Unidos revisaram nesta manhã o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano.

Mantega disse que o governo continuará o trabalho para aumentar a competitividade da economia brasileira. "Temos uma política industrial no País", disse.

Segundo ele, o governo está revivendo a indústria de gás e petróleo e a indústria de construção naval, que tinha desaparecido. "Voltamos a fabricar navios. A indústria automobilística podia ter perecido em 2008 e 2009. Os Estados Unidos colocaram dinheiro na GM. O que é isso? Escolher os vencedores?", questionou.

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