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Resultado de 1.827.122 admissões e de 1.755.094 demissões, saldo líquido de empregos formais é o menor para o mês desde 2003

Agência Estado

Na série com ajuste, geração de empregos em maio caiu 63,20% em relação a igual mês do ano passado
Agência Brasil
Na série com ajuste, geração de empregos em maio caiu 63,20% em relação a igual mês do ano passado

O saldo líquido de empregos formais gerados no País no mês de maio somou 72.028 vagas, informou, nesta sexta-feira (21) o Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é resultado de 1.827.122 admissões e de 1.755.094 demissões. O resultado ficou abaixo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que previa de 135 mil a 180 mil vagas.

A geração de empregos no mês passado ficou 48,43% abaixo do resultado visto em maio de 2012, pela série sem ajuste. Na série com ajuste, houve queda de 63,20% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado do ano de 2013, houve criação líquida de empregos formais de 533.737 vagas, sem ajuste, e de 669.279, com ajuste.

Veja também: Desemprego se mantém em 5,8% em maio, informa o IBGE

O saldo líquido de empregos formais gerados em maio é o menor para o mês desde 2003. O resultado, destaca o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mantém a trajetória de expansão, mas revela uma perda de dinamismo quando comparado aos resultados do mesmo mês de anos anteriores.

Segundo o governo, o comportamento pode ser justificado, em parte, em função de um possível deslocamento da demanda por trabalhadores para os próximos meses, em razão do cenário internacional, associado à redução da expectativa dos agentes econômicos.

De acordo com o Caged, as demissões em maio, de 1.755.094, também foram as maiores para o período, enquanto as admissões em maio, de 1.827.122, representam o segundo melhor resultado para o mês. Para o Ministério do Trabalho, os dados mostram a capacidade da economia de manter o número de contratações.

Setores

A construção civil foi o único em maio de oito setores pesquisados com demissão líquida de 1.877 trabalhadores. O resultado é justificado pelo governo "em parte, ao encerramento das obras ligadas à Copa", destacando a concentração no Estado de Pernambuco, onde houve foram fechados 4.395 postos.

Segundo o Caged, no comércio, houve estabilidade, com a criação de 36 postos de trabalho em maio. Na agricultura, foram criados 33.825 empregos. No setor de serviços, surgiram 21.154 empregos. Os postos de trabalho na indústria de transformação aumentaram 15.754 no mês.

Os empregos na administração pública também cresceram: 2.850 postos a mais. Para a área extrativa mineral, foram criadas 192 vagas. No setor de Serviços Indústrias de Utilidades Públicas, houve criação de 94 postos no mês de maio.

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