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A expectativa é que os primeiros leilões ocorram no segundo semestre deste ano

A alta volatilidade nos mercados financeiros e a aversão ao risco decorrentes da perspectiva de retirada de estímulos monetários na economia dos Estados Unidos não afetarão os investimentos previstos no programa de concessões públicas do governo federal, disse nesta quinta-feira (20) o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

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"Esses investimentos têm uma curva de rentabilidade de longo prazo, não estão afetados por fatores de curto prazo", comentou Coutinho, ao deixar a sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.

Coutinho se reuniu com o ministro Guido Mantega e também com o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicom), Rodolpho Tourinho.

Coutinho:
Agência Brasil
Coutinho: "Esses investimentos têm uma curva de rentabilidade de longo prazo"

A reunião tratou de condições técnicas sobre concessões públicas, envolvendo a análise das condições de seguro e garantias para grandes empreendimentos, disse Coutinho sem dar mais detalhes.

O programa de concessões de infraestrutura, que inclui rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e setor elétrico, é avaliado pelo governo federal em R$ 292,4 bilhões entre 2014 e 2018 (exclui investimentos em petróleo). A expectativa é que os primeiros leilões ocorram no segundo semestre deste ano.

Nesta quinta-feira (20), o mercado brasileiro e os mercados globais mostram alta volatilidade e nervosismo na sequência da sinalização dada na quarta-feira (19) pelo Federal Reserve, o banco central americano, de desmonte dos estímulos monetários. A Bovespa chegou a cair 4% mais cedo, enquanto o dólar disparou 2% sobre o real.

No Brasil, Banco Central e Tesouro atuaram para conter a instabilidade. O BC anunciou leilão de venda de dólares e o Tesouro realizou leilões extraordinários de recompra de títulos da dívida pública.

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