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Representantes da indústria disseram que colocaram todas as cartas nas mãos de economias em crescimento, como Emirados Árabes Unidos, Índia ou Brasil

Reuters

Pansa:
Getty Images
Pansa: "Há uma mudança dramática na demanda agregada de uma parte do mundo para o outro"

Depois de anos ditando os termos sob os quais fornecem aviões de combate de primeira linha e armamentos para um volátil terceiro mundo, os fabricantes da área de defesa ocidentais estão perdendo cada vez mais o seu poder de decisão para seus clientes do Oriente Médio e Ásia.

-Veja também: encomendas em feira de aviação de Paris superam US$ 100 bilhões

O mercado global de caças têm sido um mercado grande por algum tempo, mas com os gastos com defesa caindo e cortes nos orçamentos nos Estados Unidos e na União Europeia, a batalha para cerca de US$ 90 bilhões em encomendas até 2020 tornou-se mais frenética.

Representantes da indústria no Paris Airshow nesta semana disseram que colocaram todas as cartas nas mãos de economias em crescimento, como os Emirados Árabes Unidos, Índia ou o Brasil, que ainda têm dinheiro para gastar, permitindo-lhes exigir muito mais em troca.

O valor dos contratos recíprocos que as empresas da indústria como a Lockheed Martin ou BAE Systems estão oferecendo como parte de tais ofertas deverão ter aumentado em dez vezes na década de 2016 como resultado, de acordo com um estudo da indústria.

"Há uma mudança dramática na demanda agregada de uma parte do mundo para o outro", disse Alessandro Pansa, presidente-executivo da italiana Finmeccanica. A mudança está ocorrendo de países onde existem empresas de defesa para países onde não existem empresas.

"Estamos definitivamente nos tornando mais tomadores de preços que ditadores de preços."

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