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Funcionários do Royal Mail apoiaram a decisão do sindicato, que é contra a privatização

Reuters

Trabalhadores da britânica Royal Mail apoiaram a oposição do sindicato aos planos de privatizar o grupo estatal de serviços postais, nesta quarta-feira (19), um lembrete austero para os potenciais investidores de que não haverá recepção calorosa se e quando a empresa mudar de mãos.

O Sindicato dos Trabalhadores da Comunicação (CWU, na sigla em inglês) enviou documentos de consulta sobre votação a 112 mil trabalhadores da Royal Mail. O sindicato disse que 96% se opõem ao plano do governo de vender a empresa neste ano na mais importante privatização da Grã-Bretanha em décadas.

Uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que poderia valorizar o negócio de 500 anos em cerca de 2 a 3 bilhões libras (US$ 4,7 bilhões), é a rota preferida, em vez de uma venda de private equity, e os bancos foram designados para executar o listagem. Como parte da legislação do governo, a equipe de 150 mil funcionários do Royal Mail teria uma participação de 10% no grupo.

O CWU acredita que a privatização irá piorar a operação na empresa para clientes e funcionários, enquanto que o Royal Mail diz que esta é vital para garantir capital externo para investimentos futuros.

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