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Ação foi ajuizada no RS após sindicato da categoria denunciar que candidata aprovada em concurso público teria sido impedida pela Carris de assumir cargo após teste psicotécnico

Carris foi proibida de exigir testes psicológicos para contratação de novos funcionários
Reprodução
Carris foi proibida de exigir testes psicológicos para contratação de novos funcionários

A Companhia Carris Porto-Alegrense, operadora do transporte público de Porto Alegre (RS), foi proibida pela Justiça de considerar como requisito para admissão de empregados a aprovação em avaliação psicológica ou exame psicotécnico. A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS).

"A exigência de avaliação psicológica para admissão de empregados afronta diretamente o princípio da legalidade, pois condiciona o ingresso dos candidatos aprovados em concurso público a uma condição não prevista em lei", afirmou a desembargadora-relatora Rejane Souza Pedra, no acórdão.

De acordo com nota publicada no site do Ministério Público do Trabalho (MPT), a ação foi ajuizada pela procuradora do Trabalho Aline Maria Homrich Schneider Conzatti, após o sindicato dos trabalhadores em transportes rodoviários do Estado denunciar que uma candidata aprovada em concurso público teria sido impedida de assumir o cargo em razão de sua reprovação em uma avaliação psicotécnica.

A Carris é uma sociedade de economia mista e está, portanto, sujeita ao regime próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos trabalhistas de seus empregados.

Procurada, a Carris afirma que acata a decisão e estuda o tema para tentar propor um projeto de lei que legalize os testes psicotécnicos no caso específico da empresa.

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