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Andrade falou sobre o Mercosul durante apresentação do Mapa Estratégico da Indústria e aproveitou a ocasião para pedir mais investimentos nos setores de logística e transporte

Agência Estado

Presidente do CNI, Robson Andrade
Divulgação
Presidente do CNI, Robson Andrade

Ao apresentar o Mapa Estratégico da Indústria na manhã desta terça-feira (18), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, criticou o Mercado Comum do Sul (Mercosul) como um "empecilho" ao desenvolvimento industrial do País. "Hoje, o Mercosul representa para nós muitos mais um empecilho do que avanço, ou estrutura organizada que possa ter peso nas decisões internacionais", ressaltou.

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Andrade destacou as dificuldades do setor e pediu mais investimentos em áreas sensíveis, como logística e transporte. "Mesmo reconhecendo esforços e políticas do governo para alguns setores e indústria, como desoneração da folha de pagamento, questão dos juros, algumas desonerações de PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), incentivando o consumo, mas a indústria tem vivido um momento de dificuldade, acumulado ao longo dos anos. Dependemos de mudança na logística, na questão do transporte, nas questões internacionais. Temos dificuldade de investimentos, muitas delas relacionadas à tributação", afirmou.

O Mapa Estratégico da Indústria apresenta um marco para 2022, com dez vetores que o setor considera importantes para o crescimento e desenvolvimento industrial do Brasil. Uma das metas é que a indústria de transformação, que já alcançou 30% de participação no Produto Interno Bruto (PIB) e hoje representa 14%, volte a representar porcentuais acima dos 20%. "Um País como o Brasil, para ser forte e chegar a ser a quinta ou quarta economia do mundo, tem de ter indústria forte. Temos de cuidar para que ela possa se desenvolver mais e gerar empregos de qualidade."

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