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Segundo pesquisa, patrimônio dos que têm mais de US$ 1 milhão para investir crescerá abaixo da média global

A América Latina será, nos próximos anos, o terreno menos fértil do mundo para a fortuna dos muito ricos – aqueles que têm US$ 1 milhão ou mais livres para investir. Por aqui, o patrimônio dos multimilionários vai crescer a uma taxa de 3,1% ao ano entre 2012 e 2015 , a menor entre seis regiões do mundo, de acordo com o Relatório sobre a Riqueza Mundial 2013 (WWR), divulgado nesta terça-feira (18), feito pela consultoria Capgemini e pelo RBC Wealth Management.

Os muito ricos

Distribuição da população com mais de US$ 1 milhão livre para investir

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Fonte: RBC Wealth Management e Capgemini


Abalada pela crise financeira mundial entre 2010 e 2011, a fortuna dos muito ricos voltou a crescer em 2012 e atingiu US$ 46,2 trilhões, 10% a mais do que no ano anterior. Com US$ 7,5 trilhões, a América Latina detinha no ano passado a terceira maior fatia desse montante, ou 16,3%.

Em 2015, a região deve manter a terceira posição, mas sua parcela do total global vai recuar ligeiramente, para 14,8%. Isso porque a taxa de crescimento da fortuna dos muito ricos na América Latina, de 3,1%, será inferior à média mundial, de 6,5%.

A parte do mundo onde os cofres dos muito ricos vão engordar mais rapidamente é a Ásia-Pacífico: em média, 9,8% ao ano entre 2012 e 2015, de acordo com o estudo. Na África, a taxa anualizada será de 3,4%; na América do Norte, 5,7%; na Europa, 6,2%; e no Oriente Médio, 6,8%.

A América Latina havia apresentado, já entre 2011 e 2012, o pior desempenho entre as seis regiões, com uma alta de 6,7%, inferior inclusive à da Europa (8,2 %), que ainda luta para sair da crise econômica.  

Brasil tem um terço dos muito ricos da região

Dos 12 milhões de muito ricos de todo o mundo, 500 mil estão na América Latina. Mas, na região, esse número cresceu mais devagar que a média global: 4,4% ante 9,2%.

O Brasil manteve o seu número de muito ricos em 165 mil.  Segundo o estudo, a desaceleração da economia do País, em conjunto com o resfriamento da da Argentina, foram em parte responsáveis por diminuir a velocidade de surgimento de multimilionários na América Latina.

Os dados do Relatório sobre a Riqueza Mundial também apontam que, entre 2011 e 2012, houve uma espécie de concentração de renda entre os muito ricos. As fortunas dos ultrarricos (mais de US$ 30 milhões disponíveis para investir) e dos milionários de nível médio (mais de US$ 5 milhões a US$ 30 milhões) cresceu mais rapidamente do que a dos milionários comuns (de US$ 1 milhão a US$ 5 milhões).

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