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O que a internet representa e significa hoje em qualquer empresa de comunicação no mundo

Brasil Econômico

André Chaves:
BBC
André Chaves: "De um ponto de vista filosófico, pode-se dizer que a função mais importante do cérebro é servir como estrutura física subjacente da mente"

Observando e vivenciando a grande revolução que estamos passando nos meios de comunicação, estive pensando qual seria a melhor forma de traduzir o que a internet representa e significa hoje em qualquer empresa deste setor no Brasil e no mundo. A meu ver, segue abaixo a melhor analogia que pude encontrar.

Cérebro é o principal órgão e centro do sistema nervoso em todos os animais vertebrados, e em muitos invertebrados. Alguns animais primitivos como os celenterados (água-viva e pólipo) e equinodermas (estrela-do-mar) possuem um sistemas nervoso descentralizado sem cérebro, enquanto as esponjas-do-mar não possuem sistema nervoso. Nos vertebrados o cérebro localiza-se na cabeça protegido pelo crânio, próximo aos aparatos sensoriais primários: visão, audição, equilíbrio, paladar, e olfato.

Os cérebros podem ser extremamente complexos. Esses neurônios comunicam-se por meio de fibras protoplasmáticas chamadas axônio, que conduzem pulsos em sinais chamados potencial de ação para partes distantes do cérebro e do corpo e as encaminham para serem recebidas por células específicas.

De um ponto de vista filosófico, pode-se dizer que a função mais importante do cérebro é servir como estrutura física subjacente da mente. Do ponto de vista biológico, entretanto, a função mais importante do cérebro é a de gerador de comportamentos que promovam o bem-estar de um animal. O cérebro controla o comportamento, seja ativando músculos, seja causando a secreção de substâncias químicas, como os hormônios. Este controle sofisticado do comportamento, baseado em um sistema sensorial complexo requer a capacidade de integração de informações de um cérebro centralizado.

Apesar do rápido avanço científico, muito do funcionamento do cérebro continua um mistério. As operações individuais de neurônios e sinapses hoje são compreendidas com detalhamento considerável, mas o modo como eles cooperam em grupos de milhares ou milhões tem sido difícil de decifrar. Métodos de observação mostram que as operações cerebrais são altamente organizadas, mas estes métodos não têm resolução suficiente para revelar a atividade de neurônios individualmente. Assim, mesmo os princípios mais fundamentais das redes de computação neural podem ficar, em grande medida, a serem descobertos por futuros pesquisadores.

Ficam duas questões importantes para reflexão: conheceremos toda a evolução deste meio no futuro? Não, estamos longe disso.

As empresas de comunicação vivem sem este órgão? Sobrevivem, sim, de forma primitiva como esponjas ou estrelas-do-mar. Em que grupo você acredita que a sua empresa possa estar? A escolha é sua!

*André Chaves é presidente e CEO do iG e escreve quinzenalmente a coluna Quociente Criativo, no jornal Brasil Econômico.

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