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Petrobras anunciou que irá incorporar as quatro subsidiárias criadas para abrigar seus sócios no investimento do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro

Agência Estado

Construção da Unidade de destilação atmosférica e a vácuo do Comperj, da Petrobras, em consórcio com Promon e Engevix
Divulgação
Construção da Unidade de destilação atmosférica e a vácuo do Comperj, da Petrobras, em consórcio com Promon e Engevix

Uma semana após a presidente da Petrobras, Graça Foster, divulgar mais um atraso no projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que chegou a ser anunciado como a mais vultosa obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a estatal informou ao mercado, ontem (14), que irá incorporar as quatro subsidiárias criadas para abrigar os sócios da Petrobras no investimento.

Quando criou as empresas, a Petrobras ainda trabalhava com a perspectiva de liderar todos os projetos do Comperj. Na época, pensava-se, por exemplo, que a Petrobras seria sócia majoritária em todas as empresas e teria como sócios minoritários parceiros como a Braskem, no Comperj Poliolefinas, e a Oxiteno, no Comperj MEG.

Além das duas empresas, foram incorporadas Comperj Participações e Comperj Estirênicos. Em nota, a Petrobras justificou a operação como um processo de simplificação da estrutura societária e reorganização do portfólio de participações petroquímicas.

No início do mês, em cerimônia de posse da nova diretoria da fábrica de fertilizantes da Petrobras em Auracária (PR), Graça Foster disse que o Comperj só deve entrar em operação em agosto de 2016. O adiamento anterior do prazo previa o início do funcionamento da planta em abril de 2015.

Leia mais: Braskem negocia apoio do BNDES para construção do Comperj em 2014

Quando o complexo foi projetado, em 2006, a Petrobras estimava que a refinaria estaria funcionando em 2011. Depois, adiou para 2012. Em seguida, para 2013. Mais tarde, para 2014. Inicialmente orçada em US$ 8,4 bilhões, a obra já consumiu US$ 12,9 bilhões, como informou Graça Foster em recente apresentação para executivos financeiros.

A estatal não forneceu detalhes sobre as consequências da incorporação das diversas companhias criadas para gerir o Comperj, mas a sua extinção significa que não há mais muita esperança em atrair sócios privados para as várias etapas da obra.

Idealizado para se transformar em grande polo petroquímico, com indústrias de primeira, segunda e terceira geração, o que significa que fabricaria de matéria-prima até plásticos, o Comperj cada vez mais se assemelha a pouco mais do que uma planta de refino.

A tecnologia revolucionária, que pretendia usar óleo pesado em vez de nafta na fabricação de resinas, foi a primeira alternativa abandonada. Agora, o Comperj pretende fabricar matéria-prima petroquímica com o uso de gás.

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