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Contratos futuros negociados na Nymex foram impulsionados pelo temor de que a intervenção dos EUA na Síria aumente os conflitos no Oriente Médio e prejudique a oferta de petróleo

Agência Estado

Alaska Shell
Jim Wilson/The New York Times
Alaska Shell

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam no maior nível em mais de quatro meses nesta sexta-feira, 14, impulsionados pelo temor de que a intervenção dos EUA na Síria aumente os conflitos no Oriente Médio e prejudique a oferta de petróleo.

O contrato do petróleo para julho subiu US$ 1,16 (1,20%), para US$ 97,85 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para agosto subiu US$ 0,98 (0,93%), fechando a US$ 105,93 o barril.

Os preços subiram após o presidente dos EUA, Barack Obama, decidir oferecer armas aos rebeldes que lutam contra o presidente sírio, Bashar Assad, depois que agências de inteligência concluíram que as forças de Assad têm usado armas químicas contra a população.

Apesar de a Síria não ser grande produtora de petróleo, os investidores temem que a guerra civil de dois anos possa afetar a oferta da commodity em países vizinhos. "O envolvimento dos EUA na Síria gera potencial para conflitos na região", disse Ray Carbone, presidente da Paramount Options. "Esse perigo está sendo refletido nos preços do petróleo." 

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