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Na renda fixa, a saída desta semana foi 66% maior quando comparada aos sete dias anteriores. No mercado acionário, a aceleração foi menos intensa: 16%

Agência Estado

Ao todo, US$ 8,9 bilhões de investimentos estrangeiros deixaram os mercados emergentes
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Ao todo, US$ 8,9 bilhões de investimentos estrangeiros deixaram os mercados emergentes

Investidores estrangeiros seguem retirando recursos dos mercados emergentes. Levantamento semanal do Royal Bank of Scotland (RBS) produzido com dados da consultoria EPFR Global mostra que a posição estrangeira em fundos de renda fixa emergente diminuiu em US$ 2,5 bilhões na semana encerrada em 12 de junho, pior resultado desde outubro de 2011. Em ações, a fuga foi maior ainda: US$ 6,4 bilhões. Ao todo, portanto, US$ 8,9 bilhões de investimentos estrangeiros deixaram os mercados emergentes em uma semana.

"Pela segunda semana consecutiva, investidores permaneceram temerosos com o futuro da política monetária nos Estados Unidos e a saída de recursos continuou em todos os segmentos do mercado emergente", diz o documento do RBS. Na verdade, os dados da EPFR Global revelam aceleração nessa fuga dos mercados emergentes. Na renda fixa, por exemplo, a saída desta semana foi 66% maior quando comparada aos sete dias anteriores. No mercado acionário, a aceleração foi menos intensa: 16%.

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Segundo os dados da EPFR Global, as carteiras de renda fixa que mais sofreram foram aquelas que têm títulos em moeda forte, como o dólar norte-americano ou euro. Nesse caso, a saída de estrangeiros somou US$ 1,4 bilhão em uma semana. Nas carteiras com papéis em moeda local, o montante retirado foi de US$ 943 milhões. Também houve saída dos fundos que têm, na mesma carteira, ativos em moedas fortes e emergentes.

Em ações, a retirada de US$ 6,4 bilhões que estavam aplicados em fundos configuram o pior desempenho do setor desde dezembro de 2011. "Com não há sinais claros de reação desse mercado, esperamos que a tendência (de saída das ações) vá continuar por enquanto", diz o RBS no estudo semanal.

A saída de capitais estrangeiros dos países emergentes acontece em meio a um cenário de expectativa pela mudança da política monetária nos EUA. Com o crescimento da maior economia do planeta, cresce a aposta de que o Banco Central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), pode começar a retirar os estímulos e até elevar os juros no futuro.

Diante do cenário, investidores migram para os EUA para tentar garantir ganhos financeiros. Ao mesmo tempo, analistas dizem que também cresce a aversão aos emergentes por notícias negativas, como o crescimento mais fraco em países como a China e o Brasil ou ainda por problemas locais, como a perspectiva de rebaixamento do rating brasileiro.

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