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Após recuar na véspera, com fim da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em derivativos cambiais, moeda voltou a fechar em alta no mercado à vista de balcão

Agência Estado

Avanço da moeda ante divisas com elevada correlação com commodities contribuiu para alta
Getty Images
Avanço da moeda ante divisas com elevada correlação com commodities contribuiu para alta

Após recuar na véspera, quando entrou em vigor o fim da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em derivativos cambiais, o dólar voltou a fechar em alta no mercado à vista de balcão nesta sexta-feira (14).

O avanço da moeda norte-americana ante outras divisas com elevada correlação com commodities contribuiu para o movimento, assim como os ganhos consistentes no mercado futuro. O avanço no balcão, porém, foi contido, com os investidores à espera de desdobramentos do cenário nos Estados Unidos, na semana que vem.

O dólar à vista subiu 0,09% no balcão e fechou a R$ 2,1440. Pela manhã, oscilou em território negativo, passando a se firmar em leve alta no meio da tarde. Na mínima, logo na abertura, marcou R$ 2,1210 (-0,98%) e, na máxima, às 15h40, atingiu R$ 2,1490 (+0,33%). Perto das 16h20, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro reduzido, de US$ 1,169 bilhão. O dólar pronto da BM&F teve baixa de 0,13%, para R$ 2,1427, com 15 negócios. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1520, em alta de 1,20%.

"O futuro teve uma queda muito forte ontem, ficando abaixo do à vista. Isso contribuiu para a baixa (no balcão) nesta manhã", comentou um profissional. O dólar para julho, por outro lado, se manteve em alta durante todo o dia, com o mercado em busca de um ponto de equilíbrio.

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Mas o avanço do dólar no exterior, influenciado por um relatório desanimador do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia norte-americana, acabou conduzindo, gradativamente, a moeda à vista para o território positivo, enquanto o dólar futuro foi ampliando os ganhos. Em relatório, o FMI reduziu sua previsão de crescimento para os EUA em 2014, de 3% para 2,7%, e adentrou o acalorado debate sobre a continuação dos estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2013 foi mantida em 1,9%, número que havia sido divulgado em abril na reunião de primavera do Fundo. No entanto, o crescimento previsto para este ano tem alguns condicionantes, de acordo com o relatório.

Outro profissional destacou que a alta de hoje no balcão foi pequena, menor do que o verificado no exterior. Segundo ele, podem estar contribuindo para isso as medidas mais recentes do governo para o câmbio, que acabam segurando as cotações.

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