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Número é maior que o déficit do quarto trimestre de 2012, revisado para US$ 102,32 bilhões

Agência Estado

tTransferências unilaterais subiram para US$ 34,5 bilhões nos primeiros três meses deste ano
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tTransferências unilaterais subiram para US$ 34,5 bilhões nos primeiros três meses deste ano

O déficit em conta corrente dos EUA subiu para US$ 106,15 bilhões no primeiro trimestre de 2013, segundo divulgou nesta sexta-feira (14) o Departamento do Comércio. O número é maior que o déficit do quarto trimestre de 2012, que foi revisado para baixo, a US$ 102,32 bilhões, de uma leitura original de US$ 110,42 bilhões.

Analistas consultados pela Dow Jones esperavam um déficit ligeiramente maior no período entre janeiro e março, de US$ 107 bilhões.

A conta de renda apresentou superávit de US$ 52 bilhões no primeiro trimestre, ante resultado também positivo de US$ 57 bilhões nos três meses anteriores.

As transferências unilaterais, que incluem ajuda estrangeira dos EUA para outros países e recursos de trabalhadores estrangeiros para famílias que vivem fora país, subiram para US$ 34,5 bilhões nos primeiros três meses deste ano, de US$ 31,9 bilhões no quarto trimestre do ano passado. Esse item contribui para o déficit em conta corrente.

A manutenção do déficit em conta corrente exige que os EUA atraiam grandes quantias de financiamento do exterior, inclusive da China, ou o dólar perde seu valor. As compras estrangeiras privadas de Treasuries excederam as vendas em US$ 109,4 bilhões no primeiro trimestre, ante um excedente US$ 33,5 bilhões no trimestre anterior, de acordo com o Departamento do Comércio. Fonte: Market News International e Dow Jones Newswire.

Vendas casadas

Lutando para tapar buracos nas receitas criados pela repressão sobre as taxas de cartão de crédito e queda nas comissões para corretoras, os grandes bancos norte-americanos estão entrando com a estratégia de vendas de diversos produtos para os clientes.

Eles estão induzindo seus corretores a empurrarem hipotecas, outros empréstimos e seguros para os investidores ricos, enquanto pressionam seus executivos de empréstimos para comercializarem produtos de investimento de mercado aos clientes famintos por rendimentos.

Executivos presentes no Reuters Global Wealth Management Summit, na semana passada, disseram que a comercialização de produtos variados é mais importante do que nunca. Novos regulamentos limitaram taxas bancárias e a persistente desconfiança do setor de serviços financeiros tem prejudicado as comissões.

Quando perguntado sobre seu principal foco estratégico, o presidente da divisão de gestão de fortunas do Morgan Stanley, Greg Fleming, respondeu: "Serviços bancários e de crédito, uma das nossas mais recentes iniciativas de crescimento significativas".

Mais da metade dos 16 mil corretores do Morgan Stanley tem comercializado empréstimos aos seus clientes, afirmou, e os resultados com empréstimos devem aumentar, uma vez que a empresa constrói sua base de depósitos para financiá-los. O banco de investimentos converteu-se em uma holding bancária comercial durante a crise financeira, e espera estar entre os 15 maiores bancos norte-americanos em depósitos quando completar a aquisição da corretora Smith Barney, do Citigroup.

No rival Merrill Lynch, que o Bank of America comprou em 2009, mais de metade dos 15 mil corretores da empresa ajudaram a vender uma hipoteca este ano, disse um porta-voz do banco.

* Com Agência Estado e Reuters

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