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Investidores também ficaram decepcionados com a falta de ação do Banco do Japão para impulsionar o crescimento, o que elevou as incertezas sobre o banco central norte-americano

Agência Estado

Possível redução de estímulos do Fed faz bolsas europeias fecharem em queda
Getty Images
Possível redução de estímulos do Fed faz bolsas europeias fecharem em queda

As bolsas europeias fecharam em forte queda nesta terça-feira (11), em meio a uma realização de lucros generalizada provocada pelo temor de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) possa reduzir estímulos na próxima reunião e pelo debate no Judiciário alemão sobre o programa do Banco Central Europeu (BCE) de compra de bônus da periferia do euro. O índice Stoxx 600 encerrou a sessão com queda de 1,18%, aos 291,74 pontos.

Os investidores ficaram decepcionados com a falta de ação do Banco do Japão (BoJ) para impulsionar o crescimento após a reunião desta terça-feira e o fato realimentou os temores de que o Fed possa reduzir seu programa de compra de bônus já na próxima reunião. "Alguns participantes do mercado esperavam que o banco central japonês aumentasse o nível atual de estímulos, mas isso não foi provável, uma vez que o programa foi anunciado em abril", disse Michael Hewson, analista de mercado da CMC Markets.

Segundo o IG, apesar do contínuo relaxamento monetário do BoJ, a falta de medidas adicionais de estímulo para ajudar a aliviar a volatilidade nos mercados de dívida pesou fortemente sobre os mercados financeiros.

Além disso, prejudicou os mercados o debate no Tribunal Constitucional da Alemanha sobre o programa de compra de bônus do BCE, conhecido como Transações Monetárias Completas (OMT, na sigla em inglês). O Judiciário alemão, no entanto, não tem poder para derrubar o programa. A audiência continuará pelo segundo dia amanhã.

Durante o debate, o membro do Conselho do BCE Jörg Asmussen defendeu o programa, dizendo que ele não é financiamento de governo, pois as compras ocorrem no mercado secundário, e que o programa foi criado em meio à crise da zona do euro, em um momento no qual a deflação era um perigo real.

Em meio ao desmonte generalizado de posições, o principal indicador do dia na Europa foi ignorado. A produção industrial do Reino Unido registrou uma alta modesta em abril, apesar de uma queda na produção manufatureira. O Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira, 11, que a produção industrial geral subiu 0,1% em abril ante março, impulsionada pela expansão da indústria de mineração e extração e do setor de água e gestão de resíduos. Mas os dados mostraram que a produção em abril de 2013 ficou 0,6% abaixo do que era no mesmo mês do ano passado. Economistas esperavam que a produção industrial ficaria estável em comparação com março e teria uma queda de 0,7% na base anualizada.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt perdeu 1,03%, fechando a 8.222,46 pontos. A HeidelbergCement caiu 3,4%, ThyssenKrupp recuou 2,5% e Allianz teve queda de 2,3%. A Infineon foi o destaque positivo, subindo 3,3% após um upgrade do Citibank.

Em Londres, o índice FTSE caiu 0,94% e encerrou a sessão a 6.340,08 pontos. As mineradoras recuaram novamente, pressionadas pela queda nos preços dos metais. Evraz e Ploymetal International caíram 5,9% e 4,2%, respectivamente, enquanto Fresnillo e Glencore Xstrata perderam 3,8%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 recuou 1,39% e fechou a 3.810,56 pontos. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, perdeu 1,63%, fechando a 16.286,60 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 teve desvalorização de 1,68%, a 8.089,30 pontos. E, na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 recuou 0,69%, fechando a 5.766,90 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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