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Contrato de DI com vencimento em outubro de 2013 (178.700 contratos) estava em 8,22%

Agência Estado

Juro com vencimento em janeiro de 2015 (524.155 contratos) indicava 9,23%, ante 9,22% na véspera
Thinkstock/Getty Images
Juro com vencimento em janeiro de 2015 (524.155 contratos) indicava 9,23%, ante 9,22% na véspera

As taxas futuras de juros tiveram mais um pregão de alta, sobretudo nos contratos mais longos, apesar da acomodação vista no término dos negócios desta sexta-feira (7).

O mercado foi afetado duplamente pelo rebaixamento das perspectivas do rating brasileiro pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, na quinta-feira (6).

Ao mesmo tempo em que a ação da S&P aumenta a desconfiança do investidor com o Brasil, resultando em saída de estrangeiros nos vencimentos mais longos, o dólar é pressionado para cima com essa retirada de recursos do País, o que faz as taxas de juros mais curtas também subirem, uma vez que a moeda dos Estados Unidos em patamar mais elevado pode pressionar ainda mais a inflação. O dólar à vista no balcão subiu 0,66%, a R$ 2,1360.

Nesse cenário, o resultado do IPCA de maio, as palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, bem como os dados de emprego nos EUA, foram monitorados pelo mercado.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em outubro de 2013 (178.700 contratos) estava em 8,22%, de 8,21% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (479.975 contratos) apontava 8,58%, ante 8,57% na véspera e após máxima de 8,65%.

-Veja também: S&P rebaixa perspectiva do rating BBB do Brasil para negativa

No trecho intermediário e longo da curva de juros, o juro com vencimento em janeiro de 2015 (524.155 contratos) indicava 9,23%, ante 9,22% na véspera e após máxima de 9,39%. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (271.205 contratos) marcava 10,00%, de 9,93% na véspera e após máxima de 10,26%. O DI para janeiro de 2021 (25.805 contratos) estava em 10,46%, ante 10,44% no ajuste anterior e depois de chegar à máxima de 10,75%.

"O movimento dos mercados hoje é um claro sinal de desconfiança. Os juros mais longos sobem, o que mostra que os investidores estrangeiros devem estar saindo do Brasil", afirmou o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, se depender da perspectiva para a atividade nacional, a S&P terá de mudar sua avaliação para um viés de "alta". Mantega disse também que "a inflação está caindo e tivemos um bom resultado do IPCA".

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio desacelerou para 0,37% no mês passado, ante 0,55% em abril, e ficou abaixo da mediana das estimativas colhidas pelo AE Projeções (0,38%). Contudo, a taxa de 0,37% fez com que o IPCA acumulado em 12 meses voltasse para o teto da meta de 6,5%.

No exterior, destaque para os dados do mercado de trabalho dos EUA. O relatório conhecido como payroll indicou a criação de 175 mil empregos em maio, acima da previsão de 169 mil novas vagas.

A taxa de desemprego, todavia, subiu para 7,6%, de 7,5% em abril. Com isso, os juros dos Treasuries oscilaram entre altas e baixas, na ausência de um sinal claro de início imediato da redução de estímulos monetários pelo Federal Reserve ou de manutenção de tais estímulos.

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