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De acordo com o banco, a produção do setor de serviços aumentou em sintonia com o crescimento do volume de novos negócios

Agência Estado

PMI de serviços do Brasil cai para 51,0 em maio, divulga HSBC
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PMI de serviços do Brasil cai para 51,0 em maio, divulga HSBC

O Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços - PMI Serviços - divulgado pelo HSBC Brasil, caiu para 51,0 em maio, ante 51,3 registrado no mês anterior, sazonalmente ajustado. Com o indicador divulgado nesta quarta-feira (5), o Índice Consolidado de Produção HSBC - Brasil, sazonalmente ajustado, caiu de 51,5 em abril para 51,2 em maio, indicando, segundo relatório do banco, "que a atividade do setor privado cresceu ligeiramente apenas".

Apesar de seguirem acima dos 50 pontos, o que indica crescimento na atividade, as taxas de expansão se desaceleraram junto aos provedores de serviços e fabricantes, aponta o HSBC Brasil. "A leitura mais recente indicou que a atividade do setor brasileiro de serviços como um todo cresceu modestamente, e por uma taxa ligeiramente mais fraca do que em abril. As evidências fornecidas pelos integrantes do painel sugeriram que a produção aumentou em sintonia com o crescimento do volume de novos negócios", informou o banco.

O documento aponta que o volume de novos pedidos recebidos pelas empresas do setor privado no Brasil cresceu pelo nono mês consecutivo em maio. "No entanto, a taxa de expansão foi modesta e a mais fraca desde outubro de 2012. As evidências sugeriram que a demanda foi mantida, mas houve relatos de uma competição maior".

O HSBC informou que as empresas que operam no setor privado brasileiro indicaram que os níveis de empregos ficaram basicamente inalterados em maio e que o crescimento no setor de serviços foi contrabalançado por cortes no setor industrial. As empresas produtoras de mercadorias mencionaram que as perdas de empregos refletiram tentativas de redução de custos. Por outro lado, os provedores de serviços vincularam as contratações à obtenção de novos contratos. Foi indicada ainda, de acordo com a instituição financeira, "uma evidência de capacidade ociosa tendo em vista que os pedidos em atraso caíram pelo terceiro mês consecutivo em maio".

Os níveis de negócios inacabados recuaram moderadamente no setor industrial, e marginalmente junto às empresas do setor de serviços. Os custos de insumos das empresas do setor privado do Brasil cresceram em maio, como ocorre desde agosto de 2009. Porém, a taxa agregada de inflação de custo de insumos foi modesta apenas e a mais lenta em um ano e meio. "A boa noticia do mês é que o índice de custos apresentou seu menor ritmo de alta desde novembro de 2011. No entanto, a atividade econômica do setor de serviços segue crescendo num ritmo bastante reduzido, reforçando os riscos de baixa para o crescimento da economia como um todo em 2013", comentou André Loes, economista-chefe do HSBC para América Latina.

As empresas do setor industrial relataram preços mais elevados pagos por matérias-primas, mencionando especialmente o aço e o plástico. Os provedores de serviços indicaram que os custos com mão de obra e matérias-primas aumentaram ao longo do mês. O banco relata ainda que parte da carga adicional de inflação de custos foi repassada aos clientes, já que os preços médios de venda aumentaram novamente em maio.

"Foi observado um crescimento sólido nos preços dos produtos junto aos fabricantes, enquanto que no setor de serviços as tarifas aumentaram ligeiramente apenas". Em maio, foi indicado um grau adicional de otimismo no setor brasileiro de serviços. Os provedores de serviços esperam que a ampliação de mercados, os investimentos planejados e as previsões de uma demanda mais forte venham a se traduzir em níveis mais altos de produção nos próximos doze meses.

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