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"O papel do financiamento do desenvolvimento regional exige celeridade, menos burocracia", afirmou o secretário do tesouro Nacional, Arno Augustin

Agência Estado

Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin
Agência Brasil
Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, falou nesta quarta-feira (5), sobre a necessidade de as instituições financeiras de desenvolvimento participarem do processo de investimento em obras de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos, que são hoje alvo de concessões. Arno destacou que, "nos últimos quatro anos e pouco", o Programa de Sustentação de Investimento (PSI) já desembolsou mais de R$ 200 bilhões. "E estamos com um programa de investimento em logística que, no próximo período, vai exigir dezenas de bilhões em investimentos", afirmou.

O secretário disse ainda que o Brasil não tem tempo para esperar e precisa fazer essas coisas todas andarem. "O papel do financiamento do desenvolvimento regional exige celeridade, menos burocracia." Ressaltou a importância do financiamento de longo prazo no Brasil e a necessidade de se criar instrumentos para isso. "Já criamos alguns como as debêntures, mas há uma cultura a ser criada. O Brasil está saindo do vício da taxa de juros de curto prazo", afirmou. "Precisamos criar os instrumentos de financiamento de longo prazo, incluindo o setor privado".

Segundo ele, a curva de captação externa do Brasil tem melhorado devido aos melhores fundamentos do País, mas disse que não faria um "comentário específico" sobre os efeitos da medida tomada na terça-feira, pelo governo, de zerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimento estrangeiro em renda fixa, que tinha alíquota de 6%. Falou, entretanto, que a redução do IOF "facilita a melhora no perfil dos títulos brasileiros".

Arno Augustin participou, nesta quarta-feira, do seminário O Papel das Instituições Financeiras de Desenvolvimento no Desenvolvimento Regional e o Fomento ao Investimento Privado de Longo Prazo, promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE).

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