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Além de ser a que mais evoluiu, São Paulo foi projetada como a cidade mais competitiva da América Latina em 2025. Rio, Porto Alegre e Belo Horizonte ficaram entre as dez primeiras

A capital paulista se saiu bem no relatório que avaliou a competitividade de 120 cidades pelo mundo e que foi elaborado pelo Economist Intelligence Unit (EiU), empresa ligada à revista britânica The Economist , e encomendado pelo Citi. Além de ser considerada a que mais evoluiu, São Paulo foi projetada como a cidade mais competitiva da América Latina no ano de 2025. O relatório foi divulgado nesta terça-feira (04) durante o evento New Summit, que ocorre em São Paulo, nesta semana.

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Abertura do seminário New Cities Summit, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo
Renato S. Cerqueira/Futura Press
Abertura do seminário New Cities Summit, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo

A capital paulista foi seguida no ranking latino americano por Santiago, no Chile, e Cidade do Panamá, no Panamá. A capital da Argentina, que era considerada a mais competitiva no estudo referente a 2012, passou para o quarta posição. Rio, Porto Alegre e Belo Horizonte ficaram nas dez primeiras colocações do ranking latino americano de 2025.

As cidades do mundo com maior índice de competitividade continuam sendo Nova York, nos Estados Unidos, e Londres, na Inglaterra. Cingapura, Hong Kong e Tóquio estão em terceira, quarta e quinta posição respectivamente. "As cidades dos países avançados conseguem consolidar a sua posição, mas onde há os melhores situações de aumento de competitividade é nos países emergentes", disse iG Robert Wood, analista sênior da Economist Intelligence Unit.

O avanço é agora em São Paulo
No índice que indicava a competitividade das cidades para o ano de 2012, a capital paulista tinha ficado em 61ª colocação entre todas as cidades avaliadas. Na previsão para 2025 ela passou para a 36ª colocação no ranking mundial.

Prefeito Fernando Haddad participa de solenidade de abertura do seminário New Cities Summit
Renato S. Cerqueira/Futura Press
Prefeito Fernando Haddad participa de solenidade de abertura do seminário New Cities Summit

De acordo com o relatório, a cidade melhorou em 7 das 8 categorias avaliadas pelo estudo. Foi justamente no quesito força econômica, o de maior peso, que São Paulo não melhorou. "Mesmo que a economia seja grande, achamos que a cidade de São Paulo não vai crescer tão rápido como outras cidades da Índia e China em rankings futuros", disse Wood.

Nos outros sete quesitos- capital físico, maturidade financeira, característica institucional, característica social e cultural, capital humano, risco ambiental e natural e atração global - São Paulo avançou. "Notamos que haverá progresso no que se refere à força financeira. São Paulo vai se tornar um foco regional", disse.

"São Paulo tem oportunidade de continuar crescendo em quase todos os indicadores avaliados. Porém, a educação é um grande desafio para esta força de trabalho jovem que move o País", disse Wood

Força conjunta
Cidades brasileiras como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre também melhoraram bastante no ranking. "O fato que mais chama atenção é a cidade de São Paulo estar dentro de um grupo que também melhora. Portanto, visto no conjunto não é surpreendente que São Paulo tenha tido esta colocação" , disse.

Wood, no entanto, critica o fato de o Brasil ser mais fechado que os outros países da América Latina e o problema da educação. "Há uma força laboral jovem, mas as prefeituras precisam assumir responsabilidades para a capacitação desta força de trabalho", disse.

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