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Para o ministro da Fazenda, o fato de a economia internacional não ter melhorado "dificulta as exportações brasileiras, principalmente de manufaturados, que não cresceram"

Agência Estado

Agência Brasil
"É um crescimento excepcional", diz Guido Mantega sobre o aumento de 9,7% do setor da agricultura

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou no início da tarde desta quarta-feira, 29, que o crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano "se dá em um cenário adverso da economia internacional". Ele disse que a economia internacional ainda não melhorou "e isso dificulta as exportações brasileiras, principalmente de manufaturados, que não cresceram", colocou. Ele lembrou ainda que houve retração das exportações e aumento das importações. "Como crescemos mais do que boa parte dos países, significa que importamos mais e conseguimos exportar menos."

Mantega apontou que o crescimento da agropecuária foi de 9,7% no primeiro trimestre deste ano. "É um crescimento excepcional, que se deve sobretudo à recuperação em relação à seca do ano passado e ao aumento da produtividade da produção agropecuária", afirmou. Ele colocou que houve total recuperação da agricultura brasileira e da exportação de commodities. "A crise internacional não prejudica a agricultura, porque ela exporta commodities de alimentos e, mesmo em crise, os países consomem alimentos".

O ministro apontou que o crescimento negativo de 0,3% da indústria no primeiro trimestre foi puxado para baixo pela indústria extrativa mineral, que teve crescimento negativo de 0,2%. Já o crescimento da indústria de transformação foi positivo, de 0,3%. "A indústria extrativa responde mais ao cenário internacional. E a indústria de transformação responde mais ao mercado interno, então está em trajetória de recuperação", explicou.

Mantega avaliou que a construção civil "também não teve bom desempenho". Para o ministro, os serviços cresceram pouco no primeiro trimestre. "São responsáveis por uma elevação não muito grande do PIB neste trimestre", avaliou. O ministro disse, ainda, que, a formação bruta de capital fixo, os investimento, "sustentou a demanda" neste primeiro trimestre, com crescimento de 4,6% no período.