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Escolas empresariais são voltadas à capacitação e desenvolvimento de liderança

Brasil Econômico

Manter os conhecimentos atualizados é um dos pré-requisitos para manter seu valor no mercado profissional. E muitas empresas ajudam seus colaboradores a cumprir essa tarefa oferecendo treinamento por intermédio de universidades corporativas.

Essas universidades são como escolas empresariais voltadas à capacitação profissional, desenvolvimento de lideranças e introdução de temas relevantes que, porém, não estão inseridos no dia a dia do executivo.

E engana-se quem pensa que são voltadas apenas aos operários de fábrica. A Universidade Whirlpool, lançada recentemente pela fabricante das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, atende desde os responsáveis pela fabricação dos eletrodomésticos, até diretores espalhados por todas as unidades brasileiras da companhia.

Universidades são como escolas empresariais voltadas à capacitação profissional
Thinkstock/Getty Images
Universidades são como escolas empresariais voltadas à capacitação profissional



O projeto, segundo Paulo Miri, diretor de recursos humanos da Whirlpool, é uma evolução do programa Educação Corporativa, lançado em 2005 pela companhia. “Já tínhamos programas de educação e capacitação de funcionários, porém eram dispersos. Com a Universidade Whirlpool temos a chance de conjugar todos os programas em um único ambiente”, afirma o executivo.

Ainda de acordo com Miri, a Universidade Whirlpool é dividida em quatro módulos: Academia Whirlpool, que dissemina a missão, visão, princípios e valores que regem a cultura da companhia; Academia de Liderança, que garante líderes e futuros líderes preparados para a gestão, com base nas competências do modelo de liderança da empresa; Academia de Negócios, que desenvolve competências ligadas ao negócio e prepara colaboradores com visão sistêmica e estratégica; e Academia Funcional, que visa o alinhamento entre o desenvolvimento funcional e as competências estratégicas da Whirlpool no médio e longo prazo.

“A Fundação Dom Cabral, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), Lab SSJ e outras entidades foram consultadas para o desenvolvimento do conteúdo de alguns módulos”, diz.

Na prática, os colaboradores passam por um processo de avaliação de performance, composto por metas e plano de desenvolvimento pessoal. Dependendo do resultado, o funcionário participará de determinados módulos da universidade corporativa. “É uma combinação do que o colaborador quer com que o gestor vê como positivo para ele”, completa Miri, lembrando que todos os 15 mil colaboradores participarão de algum tipo de módulo.

Outras fronteiras
Não é só a Whirlpool que aposta em universidades corporativas para capacitar seus funcionários. O Banco do Brasil (BB), por exemplo, investe anualmente R$ 100 milhões no projeto, que completou 10 anos em meados do ano passado.

“Estamos investindo e ampliando a oferta de ferramentas de ensino à distância (EAD)”, diz Carlos Netto, diretor de gestão de pessoas do BB, lembrando que dos 116 mil funcionários da instituição financeira, entre 30% e 35% realiza curso presencial. A UniBB também oferece bolsas de estudo, dentre graduação, especialização e idiomas.

Já o Grupo Algar registrou a participação de mais de 60 mil associados — como a companhia chama os funcionários — nos 15 anos de existência de sua universidade corporativa — UniAlgar. “De três em três anos os funcionários passam por algum projeto de reciclagem”, explica Cícero Domingos Penha, vice-presidente de talentos humanos do Grupo Algar.

Quanto ao retorno financeiro das universidades corporativas, o executivo do Grupo Algar é enfático. “Educação é mais que retorno financeiro. É uma questão de acreditar”.

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