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Nos países da Ásia, bolsas fecharam em alta com expectativa de acordo para evitar "abismo fiscal" nos EUA

Reuters

TÓQUIO - O iene atingiu o menor patamar em mais de dois anos nesta sexta-feira (28), impulsionando as ações japonesas para as máximas em mais de 21 meses, diante de expectativas de uma drástica flexibilização monetária, enquanto as ações no restante da Ásia subiram ao passo que Washington tenta evitar uma crise fiscal.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e legisladores estão lançando uma última rodada de negociações sobre o orçamento antes do prazo do feriado de Ano Novo para chegar a um acordo ou assistir a economia entrar em um "abismo fiscal" que economistas temem que possa levar o país de volta à recessão e eliminar os frágeis sinais de recuperação vistos em outras regiões.

"Está se falando muito sobre isso, mas eventualmente eles devem fazer algo para empurrar com a barriga", disse o gerente sênior de investimentos Steven Robinson, da Alleron Investment Management, em Sydney.

O índice MSCI da região da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, subia 0,59% às 7h47 (horário de Brasília), perto de atingir a máxima em 17 meses. O índice ganhou 18,7% neste ano, revertendo a queda de 18% apurada em 2011.

Na bolsa australiana, uma recuperação das ações de mineradoras levou o mercado ao ganho anual mais forte desde 2009, com alta de 0,5%.

O índice de Seul encerrou em alta de 0,49%. O mercado avançou 0,21% em Hong Kong e a bolsa de Taiwan subiu 0,67%, enquanto o índice referencial de Xangai ganhou 1,24%. Cingapura registrou alta de 0,25%.

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