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Enquete aponta que taxa Selic no menor patamar da história mexeu com bolso da população

A queda nos juros  puxada pela histórica redução na taxa Selic foi o fato econômico do ano, na opinião dos leitores do iG . A enquete do portal recebeu, somente na área de Economia, mais de 18 mil votos dos internautas, dos quais 42% apontaram que a taxa básica de juros ter sido diminuída a 7,25% foi o evento que mais mexeu com o bolso da população em 2012.

Resultado da enquete: Selic no menor patamar histórico dá fôlego ao crescimento e reduz custo do dinheiro
Reprodução
Resultado da enquete: Selic no menor patamar histórico dá fôlego ao crescimento e reduz custo do dinheiro

A Selic mede quanto o governo paga de retorno sobre seus títulos de dívida, ou seja, qual o custo financeiro da dívida pública. Como boa parte desses títulos é comprada por bancos, a Selic orienta também as taxas médias de juros praticadas pelo mercado.

- Veja mais: os resultados da enquete do iG em todas as áreas

Quando o Plano Real acabou com a hiperinflação, em 1994, a taxa básica de juros brasileira foi elevada a patamares altos, na comparação com outros países de economia semelhante, como forma de reequilibrar o sistema financeiro do País. Desde então, o custo do dinheiro – uma outra forma de se referir aos juros – se manteve em níveis elevados. 

Nos últimos meses, porém, o Banco Central tem feito esforços para reduzir o índice, como forma de impulsionar os investimentos e dar fôlego ao crescimento econômico.

O ciclo de queda foi iniciado em agosto de 2011, quando a Selic estava em 12,5% ao ano. No início de 2012, a taxa era de 10,5%. A trajetória de redução se manteve ao longo do ano e levou a Selic ao menor patamar histórico, de 7,25%. 

Além de reduzir a Selic, o governo usou os bancos públicos para puxar uma redução nos juros reais praticados pelo mercado. A Caixa Econômica e o Banco do Brasil baixaram suas taxas e provocaram a concorrência a fazer o mesmo, o que tornou os empréstimos mais baratos para pessoas e empresas.

Para levar a frente a redução da Selic, o governo precisou mexer nas regras da poupança , em maio. Isso porque, a partir de certo patamar de queda, a Selic faria com que os títulos públicos se tornassem menos atrativos que a caderneta, também segura e isenta de imposto de renda. A remuneração dos poupadores passou a ser atrelada a Selic, abrindo espaço para novas reduções.

O mercado estima que a taxa Selic possa voltar a sofrer uma leva alta no ano que vem, principalmente se a inflação der indícios de que irá ficar acima da meta do governo.

No total, a enquete do iG recebeu cerca de 240 mil votos.

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