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Brancos e espumantes são os mais adequados para o clima e cardápio do Natal e Ano Novo. Entre as sugestões, estão novidades e rótulos clássicos

Brasil Econômico

As festas de final de ano estão chegando, e é hora de escolher um bom vinho, champanhe ou espumante para acompanhar a ceia de Natal e também brindar o Ano Novo.

Nestas ocasiões, o vinho tinto deve ser deixado de lado. Isso porque o branco ou os espumantes, doces ou secos, combinam mais com as refeições típicas e o clima mais quente deste período do ano, diz Arthur de Azevedo, diretor executivo da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo.

Leitão e aves, como peru, por exemplo, vão bem com vinho branco, enquanto um vinho com uva do tipo Riesling, que pode ter um ligeiro toque de doçura, acompanhaEste ano, conta Gomes, os preços ficaram estáveis. Entre as sugestões, encontramos garrafas de R$ 60 a R$ 450.

Já o vinho rosé, doce, acompanha sobremesas e o clássico panetone.


Péricles Gomes, proprietário da importadora Casa do Porto e admirador da bebida, indica que o mercado de espumantes está aquecido, o que faz com que haja uma grande oferta de produtos no mercado e não faltem opções para o consumidor. “O governo quis colocar restrições aos produtos importados, mas não conseguiu”, lembra.

O mercado termina o ano com algumas novidades, como os espumantes da Lamborghini, produzidos na região de Bolonha pela família que é dona da marca do carro esportivo.

Vendidos em rótulos de cerâmica sofisticados, as bebidas são elaboradas com uvas típicas de cada região na Itália. Poucas garrafas são produzidas por ano, o que dá um tom de exclusividade aos rótulos, rivais à altura dos champanhes Ferrari, que chegaram antes ao mercado.

Outro rótulo que vem da Itália, especificamente da região de Vêneto, e desembarca aqui no Brasil é a família de espumantes Pearl, do produtor Piera Martellozzo, especializado neste tipo de vinho.

Na opinião de Azevedo, é difícil decidir pela compra de um único rótulo. Isso porque a família é bem diversificada, e cada um tem um toque próprio.

“O Blue Pearl é um prosecco maravilhoso, enquanto o Pink é um rosé fantástico. O Yellow é feito com uvas Ribolla Gialla (mais cítrico), e o Silver é um Pinot Grigio (acidez média)”.

Para quem prefere champanhes, a tradicional vinícola Alfred Gratien, criada em 1864, é uma boa pedida, e a indicação é o clássico brut. A produção das garrafas do terroir é limitada a 250 mil por ano.

Quando se trata deste tipo de vinho, há uma tendência dos importadores buscarem rótulos de luxo, feitos por pequenos e renomados produtores. Um exemplo são os artesanais de Paul Bara, cujas regiões produtoras chegam a registrar vinhas com até 40 anos.

Outro clássico que vale experimentar é o Asti, da Fontanafredda, um moscatel que combina com sobremesas. O Vin Santo, produzido na Toscana, é outra bebida doce indicada para harmonização com sobremesas, assim como o Recioto della Valpolicella, da vinícola Bolla.

Todo o ano

As sugestões, ressalta Azevedo, não valem apenas para as festas de fim de ano. Segundo ele, o espumante não deve ser relegado apenas a estas comemorações. “Não há um limitador para o consumo da bebida”.

Este hábito cultural, porém, está mudando. “As vendas do produto vêm registrando forte crescimento. O brasileiro descobriu o espumante , que já é degustado até em happy hours”.

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