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A redução do desemprego se deve à expansão das vagas nas áreas de Construção Civil e na Indústria de Transformação, segundo o Dieese

Agência Estado

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) recuou para 10,3% em novembro, de 10,9% em outubro, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nesta quinta-feira. É o terceiro mês consecutivo de queda no índice.

A redução do desemprego no mês passado se deve à expansão do emprego nas áreas de Construção Civil (9,6% ou criação de 66 mil postos de trabalho) e da Indústria de Transformação (0,7%, ou 12 mil postos) e relativa estabilidade nos Serviços (1 mil postos) e no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (0,1% ou 2 mil postos).

O total de desempregados na RMSP em novembro foi estimado em 1,158 milhão de pessoas, 67 mil a menos do que em outubro. A taxa de participação, ou a proporção de pessoas com idade a partir de 10 anos incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas, variou de 63,6% para 63,5%.

Ainda de acordo com a PED, o rendimento médio real dos ocupados na RMSP em outubro cresceu 0,7% em relação a setembro, passando para R$ 1.746. Já a renda média real dos assalariados subiu 0,6%, para R$ 1.744.

Regiões

No conjunto das sete regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a taxa de desemprego caiu em novembro em relação a outubro, passando de 10,5% para 10% no período. De acordo com o Seade e o Dieese, o nível de ocupação nas regiões apresentou alta de 0,7%, com a criação de 148 mil postos de trabalho. A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, do Recife, de Salvador e São Paulo.

De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação se elevou em Salvador (1,7%), no Distrito Federal (1,1%), em Porto Alegre (0,7%), no Recife (0,7%), em São Paulo (0,7%) e Belo Horizonte (0,5%), e manteve relativa estabilidade em Fortaleza (0,1%).

Entre os setores avaliados, o nível ocupacional subiu na Construção (7,1% ou 106 mil postos de trabalho) e na Indústria da Transformação (0,7% ou 21 mil postos) e manteve relativa estabilidade no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (0,1% ou 5 mil postos) e nos Serviços (0,2% ou 27 mil postos).

O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões subiu 1% em outubro ante setembro, para R$ 1.574. Já a renda média real dos assalariados avançou 0,8%, na mesma base de comparação, para R$ 1.603.

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