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Alimentos aparecem como um dos principais responsáveis pelo incremento dos preços em outubro, e as maiores expansões atingiram as classes D e E

Agência Estado

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo subiu 0,43% em outubro, pressionado pelos grupos vestuário e alimentação, que registraram altas de 1,52% e 1,18%, respectivamente. Em setembro, o avanço havia sido de 0,64%. De acordo com o Custo de Vida por Classe Social (CVCS), divulgado nesta quarta-feira pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), as famílias com menor renda foram as que sofreram maior pressão em outubro, com avanços de 0,59% e 0,63% para as classes D e E, respectivamente.

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Os alimentos aparecem como um dos principais responsáveis pelo incremento dos preços em outubro, e as maiores expansões atingiram as classes D (1,35%) e E (1,49%). Arroz e feijão tiveram altas de 8,8% e 6,2% no período. Por meio de nota, a FecomercioSP informou que a "pressão do preço dos alimentos, e sobretudo da cesta básica, tem sido maior do que a média registrada pelo CVCS nos últimos 12 meses. Esse tipo de distorção aponta que as classes D e E estão sofrendo as maiores perdas em seu poder de compra".

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O custo de vida das classes com maior poder aquisitivo foi pressionado com as altas dos grupos artigos do lar - 0,78% para a classe A e 0,47% para a B - e comunicação, com avanços de 0,25% para a classe A e 0,23% para a B. As demais variações positivas do CVCS em outubro foram habitação (0,46%), saúde (0,36%), comunicação (0,19%), despesas pessoais (0,13%) e artigos do lar (0,10%). Já as categorias transporte (-0,32%) e educação (-0,01%) colaboraram para arrefecer o custo de vida na região metropolitana de São Paulo. Nos últimos 12 meses, o CVCS acumula alta de 4,46%.

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