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Na avaliação de executivo do Banco Central, o crédito vai continuar como fator importante de estímulo à atividade em 2013 e financiamentos continuarão crescendo acima do PIB nominal

Agência Estado

O crescimento do estoque de crédito no mês de novembro está em linha com a projeções do Banco Central, na avaliação do chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel. "Nossa projeção para o crescimento do saldo em 2012 era de 16% e estamos com 16,1% em 12 meses". Disse. "Para o crédito livre, a estimativa era de 14% no ano e estamos em 13,8%, assim como o crédito direcionado, cuja projeção era de 20% e estamos em 20,2%", completou.

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Por isso, essas três projeções do BC para a expansão do crédito este ano não foram alteradas. Já a estimativa para a participação dos financiamentos no Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 52% para 53%. "A mudança ocorreu porque a evolução do PIB ficou abaixo do que se esperava anteriormente", concluiu Maciel.

Média de concessões

A média diária de concessões subiu 4,5% em novembro na comparação com outubro, chegando a R$ 9,971 bilhões. Em 12 meses, o crescimento da média diária é de 2,3%. Para pessoa física, a média subiu 4,6%, para R$ 4.029 bilhões. No cheque especial, houve aumento de 5,6%. No cartão de crédito, a alta foi de 7,3% e no crédito pessoal, de 1,5%. Para pessoa jurídica, a média subiu 4,4% em novembro, para R$ 5.942 bilhões. Para empresas, a média diária de concessão de crédito para capital de giro recuou 2,1% em novembro.

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Em contrapartida, a conta garantida aumentou 5,8%, mesmo porcentual de crescimento das concessões diárias de desconto de duplicatas. O BC informou ainda que as concessões acumuladas em novembro chegaram a R$ 199,419 bilhões. O resultado representa uma queda de 5% em relação a outubro e de 2,9% no acumulado do ano.

Estímulo

Na avaliação do chefe do Departamento Econômico do BC, o crédito vai continuar como fator importante de estímulo à atividade em 2013. Segundo ele, os financiamentos continuarão crescendo bem acima do PIB nominal, assim como ocorreu em 2011 e 2012. Maciel destacou também que os bancos públicos voltaram a ter um crescimento expressivo em 2012, principalmente no crédito consignado e habitacional.

"São modalidades com menor inadimplência, o que torna essa expansão saudável", avaliou. O Banco Central alterou suas estimativas de crescimento para os bancos públicos no crédito em 2012, de 24% para 26%. Já a projeção para os bancos privados nacionais caiu de uma expansão de 10% para um aumento de 7%. A estimativa de crescimento para os privados estrangeiros também recuou, de 13% para 11%.

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