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Em outubro, haviam sido criados 66.988 novos empregos, sem ajustes, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em novembro de 2011, foram 42.735

Reuters

A economia brasileira criou 46.095 postos de trabalho com carteira assinada em novembro impulsionada pela contratação no comércio, informou o Ministério do Trabalho nesta quarta-feira.

O resultado líquido veio melhor do que o esperado pelos analistas consultados pela Reuters --a mediana das previsões apontava para a abertura de 15 mil novos postos no mês passado.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a contratação com carteira assinada cresceu 7,86% em novembro ante o mesmo mês de 2011, quando haviam sido criados 42.735 postos de trabalho, na comparação sem ajustes. Os números mostram que o mercado de trabalho continua com performance superior à da economia.

Em outubro, haviam sido criados 66.988 novos empregos, também sem ajustes.

O desempenho anual, no entanto, ainda está bem abaixo da performance de 2011. No acumulado do ano, também sem ajustes, o registro é de abertura de 1,365 milhão de vagas, com queda de 30,85% sobre o resultado de 1,974 milhão de postos gerados entre janeiro a novembro do ano passado.

Dos oito setores pesquisados pelo Caged no mês passado, apenas comércio e serviços registraram contratação líquida. O setor do comércio abriu 109.617 vagas, com alta de 1,57% sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram abertos 107.920 postos.

Já em serviços, 41.538 vagas foram criadas, com queda de 23,08% sobre os 53.999 postos abertos em novembro de 2011.

Apesar das demissões líquidas nas outras seis áreas pesquisadas, na indústria da transformação houve redução do ritmo de demissões na comparação com igual período do ano anterior. Em novembro último, as demissões no setor superaram as contratações em 26.110 postos, contra 54.306 na mesma comparação em novembro do ano passado.

No mês passado, o Ministério do Trabalho reduziu a previsão de abertura de vagas neste ano para 1,4 milhão, ante a estimativa anterior de 1,470 milhão de contratações com carteira assinada.

Após o resultado de novembro, a perspectiva do governo é de que, em dezembro, o desempenho seja negativo, marcado por demissões líquidas.

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