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Paulo Skaf avalia que 2012 não foi satisfatório para a indústria, mas que no próximo ano a expectativa é positiva, tão logo comecem a surtir efeito medidas do governo federal

A economia vai crescer entre 2,5% e 3,5% em 2013, com o câmbio acima de R$ 2 abrindo caminho para um cenário mais favorável às exportações, afirmaram dirigentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo nesta terça-feira.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, avaliou que 2012 não foi satisfatório para a indústria, mas que no próximo ano a expectativa é positiva, tão logo comecem a surtir efeito medidas de incentivo do governo federal. "No ano que vem a palavra vai ser reindustrialização", afirmou Skaf, em nota divulgada pela Fiesp.

O presidente da Fiesp citou como exemplo das iniciativas do governo federal os cortes na taxa de juros, a redução nas tarifas de energia, o câmbio em patamares considerados mais equilibrados e o fim da chamada Guerra dos Portos.

Apesar disso, afirmou haver espaço para mais reduções nos juros básicos. "A taxa Selic tem toda a condição de baixar e o governo aceitou essa ideia, mas não há razão nenhuma para (...) não chegar a 5%", afirmou Skaf. Atualmente a Selic se encontra na mínima histórica de 7,25% ao ano.

O presidente da Fiesp também reforçou que o grande segredo para impulsionar a recuperação da economia será o estímulo ao investimento. E disse que o modelo baseado no aumento do consumo está "um pouco esgotado".

"Está provado que quando não se tem crescimento da indústria não se tem crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). A indústria precisa crescer, para o PIB crescer e gerar desenvolvimento."

CÂMBIO

O câmbio acima de R$ 2 ainda foi considerado chave pela Fiesp para estimular as exportações em 2013, elevando a competitividade da indústria e ajudando o setor a ter melhores resultados no apoio ao crescimento da economia como um todo.

"Será um ano melhor sob o aspecto de mais comércio exterior. Com a economia retomando, naturalmente as importações vão crescer, mas as exportações também vão", avaliou o diretor de Relações Internacionais da Fiesp, Thomaz Zanotto.

O dólar operava nesta terça-feira com queda de 0,36% ante o real às 16h22, cotado a 2,0890 reais.

(Reportagem de Frederico Rosas)

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