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Índice de Preço ao Consumidor recuou 0,3% no mês passado, uma vez que a forte queda nos preços da gasolina compensou aumentos em outras áreas

Reuters

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos caíram em novembro pela primeira vez em seis meses, indicando pressão inflacionária mais fraca, o que deve permitir ao Federal Reserve, banco central norte-americano, manter sua política monetária bastante flexível.

O Departamento do Trabalho informou na sexta-feira que seu Índice de Preço ao Consumidor recuou 0,3% no mês passado, uma vez que a forte queda nos preços da gasolina compensou aumentos em outras áreas. Essa foi também a maior queda desde maio e seguiu-se a um ganho de 0,1% em outubro.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que os preços ao consumidor caíssem 0,2%.

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O núcleo dos preços ao consumidor, que exclui preços de alimentos e energia, avançou 0,1% após subir 0,2% em outubro. Embora os preços dos alimentos tenham avançado 0,2% em uma resposta tardia à seca do verão, as pressões de preço permanecem benignas.

O Fed afirmou na quarta-feira que espera manter as taxas de juros perto de zero até que o desemprego caia para ao menos 6,5% e desde que a inflação não ameace superar 2,5% e as expectativas inflacionárias sejam contidas.

No mês passado, os preços da gasolina recuaram 7,4%, a maior queda desde dezembro de 2008, após caírem 0,6%. Isso compensou um ganho de 0,2% nos preços dos alimentos. Os preços da gasolina na bomba caíram 29 centavos em novembro.

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Nos 12 meses até novembro, os preços ao consumidor subiram 1,8%, o menor aumento desde agosto. Isso ante uma alta de 2,2% em outubro.

Já o custo de vestuário caiu 0,6% após subir 0,7% em outubro. Os preços de novos veículos motorizados subiram 0,2% após recuarem 0,1% no mês anterior.

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