Tamanho do texto

Diretor de Política Monetaria diz ainda que País cresce mais no 4º trimestre do que no 3º

Aldo Mendes, diretor de Política Monetária do BC
Elza Fiúza/ABr
Aldo Mendes, diretor de Política Monetária do BC

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou nesta segunda-feira que há "um pouco de gordura" na taxa de câmbio neste momento, ao mesmo tempo em que afirmou que o BC tem bastante espaço para oferecer dólares no mercado spot ou de derivativos.

Lucro dos bancos caiu 31% no 3º trimestre, aponta BC

Em evento no Rio de Janeiro, Mendes afirmou que o BC está preparado para fornecer liquidez, e que a entidade não tem meta ou banda de câmbio.

Indústria e PIB

A indústria demonstra sinais de recuperação, segundo o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes. Em seminário promovido nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio, ele argumentou que sondagens da FGV e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam para o crescimento do setor. O executivo afirmou que, no quarto trimestre, os resultados da economia, em geral, serão melhores do que os do terceiro trimestre deste ano.

Mendes atribuiu à redução da taxa de juros e aos efeitos no setor de serviços financeiros o resultado frustrante do Produto Interno Bruto (PIB) do período de julho a setembro. O mesmo não deverá ocorrer no quarto trimestre, quando a economia deverá crescer mais, conforme o diretor do BC. "O efeito da taxa de juros mais baixa não terá o mesmo impacto no quarto trimestre."

Ele reafirmou a existência de "sólidos fundamentos macroeconômicos no Brasil", embora, tenha apontado que, no exterior, permanece o crescimento baixo. Ele destacou que o País terminará o ano com investimento direto superior a US$ 66 bilhões, o que permite financiar a conta corrente. De acordo com Mendes, o balanço de pagamentos não apresenta problemas.

O diretor do BC ressaltou ainda que o índice de cobertura da dívida externa, de 13,4% do PIB, demonstra que "a solidez das contas externas no Brasil evoluiu". Para ele, o cenário fiscal brasileiro é melhor do que o de economias avançadas.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.