Tamanho do texto

Juntos, Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela vão aportar US$ 126 milhões

Os chefes de Estado do Mercosul devem referendar hoje, durante a reunião de Cúpula, a criação de um Fundo de Garantias voltado a pequenas e médias empresas. Juntos, Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela vão aportar US$ 126 milhões e o Paraguai, quando deixar seu status de suspensão, mais US$ 1 milhão. O instrumento foi aprovado ontem pelo Conselho de Ministros do bloco.

“Estamos criando condições para maior integração produtiva entre os sócios do Mercosul”, disse ao BRASIL ECONÔMICO o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Cozendey. Esse é um dos passos na direção da qual falou a presidente Dilma Rousseff em sua viagem à Argentina no final do mês passado: integrar as cadeias produtivas é uma forma de construir uma relevante e competitiva indústria regional a fim de evitar que as nações se especializem unicamente em produtos primários.

O fundo — que ainda precisará ser ratificado pelos parlamentares de todos os países envolvidos para entrar em funcionamento — vai oferecer garantias e contragarantias necessárias às companhias de médio porte que queiram tomar financiamentos para fazer joint venture ou mesmo exportar aos países do bloco.

De acordo com Cozendey, ainda não está definido como esse fundo será operado. No entanto, existem duas possibilidades sobre a mesa. Uma é estabelecer e escolher um membro entre os sócios como responsável e, neste caso, o fundo teria sede física em Montevidéu, capital do Uruguai. A outra seria abrir uma concorrência internacional e contratar uma instituição independente. “Mas está definido já que será um instrumento que funcione sozinho, sem aportes adicionais dos sócios. Oferecerá as garantias e cobrará um prêmio por isso”, afirmou o secretário.

Os mecanismos de fortalecimento produtivo regional também são um pleito da recém-entrante Venezuela. Segundo o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, os estudos nesse sentido seguirão pelo próximo semestre, inclusive, durante a presidência provisória do Uruguai no Mercosul. “Há uma conversa estratégica sobre a integração. Um dos grandes desafios da região é aumentar a competitividade produtiva, estabelecer cadeias e tudo isso levando em consideração também as mudanças que estão ocorrendo no mundo”, afirmou Patriota após uma das reuniões.

Novos entrantes

O ministro de Relações Exteriores informou que a incorporação da Venezuela está sendo acelerada. A adoção da nomenclatura do Mercosul deve acontecer em 5 abril de 2013, bem como um terço da convergência da tarifa venezuelana para a tarifa externa comum. “Uma das características que a entrada da Venezuela no bloco traz é ilustrar que o Mercosul para o Brasil não pode envolver só a parte sul do país. Tem de envolver o Norte, o Nordeste, o Centro-Oeste...”.

De acordo com dados do Itamaraty, já considerando o país do presidente Hugo Chavéz, o Mercosul torna-se a 5ª economia mundial, somando um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 3,3 trilhões e um mercado consumidor de 275 milhões de pessoas.

Leia mais notícias de economia, política e negócios no jornal Brasil Econômico

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.