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Segundo a presidenta Dilma Rousseff ação busca cobrir a diferença gerada pela não adesão das concessionárias dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina

A presidenta Dilma Rousseff disse que o Tesouro Nacional irá bancar a redução do custo de energia elétrica no País para cobrir a diferença gerada pela não adesão das concessionárias dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina . Ela avisou que o esforço do Tesouro não será trivial e criticou os Estados que não aderiram.

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de anúncio do Programa de Investimentos em Logística: Portos no Palácio do Planalto
Roberto Stuckert Filho/PR
Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de anúncio do Programa de Investimentos em Logística: Portos no Palácio do Planalto

"Esse é um tema muito importante para competitividade da economia. Energia está em todos os lugares. É inconcebível um País crescer e se desenvolver sem energia", disse, durante lançamento do Programa de Investimento em Logística do setor portuário. Segundo ela, como a energia brasileira tem a base hídrica, isso permite que os investimentos das hidrelétricas sejam amortizados antes de terem seu prazo de vencimento atingido.

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"São todas com vocações de velhas senhoras, centenárias, que viverão mais que o tempo que se precisa para amortizá-las", explicou. "Somos um dos países que deveríamos ter a energia hidrelétrica mais barata do mundo e não temos", destacou. "Mas a boa noticia é que podemos ter", completou. Dilma disse que o governo deu um passo, mas "não pense que é o maior passo". Ela lembrou que muita energia ainda vai vencer no futuro. "Fizemos a proposta de reduzir custo da energia e que não foi feito com chapéu alheio. É de todos os brasileiros, não estamos tirando de ninguém, é um equívoco, estamos devolvendo", afirmou.

Dilma disse ainda que a prorrogação dos contratos atuais não seria para o bem do País, porque o Brasil precisa de energia mais barata para a indústria, a agricultura e as famílias. "Mas tivemos não colaboradores. E isso deixa um rastro de falta de recursos. Esta falta será bancada pelo Tesouro, mas a responsabilidade é de quem não quis fazer. Não há diversão. O Brasil tem hora para tudo. A hora de prorrogar passou. Agora é a hora de devolver", disse, duramente. "Quero destacar que o governo federal fará um imenso esforço, que não é trivial", completou, lembrando que o governo vem reduzindo outros tributos. "Vamos fazer este esforço porque temos compromisso com este País e com a competitividade deste País."

* Com Agência Estado


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