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Sindicatos falam em mil cortes no País; banco não diz quantos foram desligados

Demissões feitas pelo Santander Brasil, no início dessa semana, provocaram reação de sindicatos ligados ao setor bancário. Entidades de classe afirmam ter paralisado o trabalho em agências de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador nos últimos dias. O banco não desmente os cortes, mas contesta números apresentados pelas centrais, que falam em mil cortes ocorridos no País. Como reflexo da crise econômica global, o segmento dos bancos já cortou cerca de 160 mil postos desde o início do ano passado .

- Veja: setor de bancos encolhe com 160 mil demissões em todo o mundo

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), "a onda de dispensas foi deflagrada pelo banco na semana passada com o desligamento de 40 funcionários na Torre Santander, em São Paulo, e estourou nesta segunda-feira (3) com cerca de mil demissões, segundo estimativa inicial de dirigentes sindicais".

O sindicato contesta a necessidade dos cortes e diz que o número de desligamentos pode ficar maior. “Tivemos informação que o banco prosseguirá as demissões até a próxima sexta-feira (7) e que pode atingir cerca de 5 mil funcionários em todo país", diz a central.

"É um absurdo, pois os trabalhadores brasileiros são principais responsáveis pela maior fatia do resultado global da empresa (26%). O banco não demite na Espanha onde há crise, nem em outros países da América Latina. Não aceitamos que dispensem os funcionários daqui”, afirma Maria Rosani, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, em nota enviada à imprensa.

O Santander se posicionou através de um comunicado, enviado nesta quarta-feira (5), no qual não desmente os cortes, mas nega que cheguem ao número mencionado pelos sindicalistas. "As informações referentes a uma forte redução do número de funcionários não correspondem à realidade. O Santander está procedendo um ajuste em sua estrutura de forma a adequá-la ao contexto competitivo da indústria", diz o comunicado.

Após o recebimento da nota, o iG tentou confirmar o número de cortes ocorridos, mas o banco diz que se posicionará somente através do texto enviado às redações. "O Santander reforça o seu compromisso com os planos de crescimento e seu apoio ao desenvolvimento do país", conclui a nota. 

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