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Ex-funcionária de clínica de Curitiba terá que pagar R$ 4 mil por se referir aos sócios do estabelecimento com as expressões "gordo" e "corna" e confessar maus-tratos de animais

Agência Estado

A ex-funcionária da Clínica Veterinária Mundo Cão, em Curitiba, Elaine Lourenço, terá que pagar R$ 4 mil aos sócios do estabelecimento Leonardo Hrebinnik e Micheline Cavichiolo por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ela foi condenada ao ressarcimento por danos morais, em ação impetrada pelo casal junto à 1ª Vara do Trabalho de Curitiba, depois de fazer comentários sobre os ex-patrões na rede social Orkut.

Segundo o ministro do TST, Emmanoel Pereira, relator do caso, o conteúdo extraído das conversas entre Elaine e algumas colegas demonstraram a gravidade da ação. Elaine, que também admitiu causar maus-tratos aos animais levados à loja, ainda pode recorrer da decisão, divulgada na quarta-feira (28) junto à Subseção de Dissídios Individuais.

Antes da decisão, porém, o valor da multa chegou a ser questionado. Em seu despacho, a desembargadora Sueli Gil El Rafihi, da 6ª Turma do TRT-PR, afirma que o caso era passível da punição. "Entendo que a gravidade da conduta praticada pela ex-empregada (confessando, inclusive, crimes de maus-tratos contra animais que estavam sob sua guarda, e principalmente, sob a guarda dos proprietários da clínica veterinária, além da utilização de diversos e variados palavrões do mais baixo calão), bem assim, o caráter pedagógico da pena, impõem, no mínimo, a manutenção do valor já fixado na sentença."

Na sentença fica explícita a relação de Elaine com as amigas Tati, Flávia e Andressa, para quem direcionava as críticas contra os ex-patrões. Por causa desses comentários, diz a sentença, houve "abalo no patrimônio moral dos autores, assim como diante do meio social em que convivem". Em algumas conversas Elaine chegou a se referir a eles com as expressões "gordo" e "corna".

Elaine chegou a argumentar que não citava nomes e, por isso, os comentários não eram dirigidos ao casal. Apesar do apelo, os juízes entenderam que não precisavam ser nominais os comentários, pois todos eram direcionados.

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