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Ministro da Fazenda afirma que vê o PIB como "nada espetacular" e que o governo vai tomar mais medidas "pró-crescimento" da economia

Agência Estado

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira (28) que o Brasil cresceu a uma taxa anualizada de 4% ou mais no terceiro trimestre de 2012. A informação foi publicada na edição desta quinta-feira do jornal Financial Times. Em entrevista, Mantega afirma que o País deve manter esse ritmo de expansão em 2013 e também em 2014. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta sexta-feira (30) o PIB do terceiro trimestre.

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"Vamos entrar 2013 com uma taxa de crescimento de 4% e vamos manter isso em 2013 e 2014", disse. Após alguns trimestres de expansão da atividade econômica marginal, o ministro afirmou que o Brasil termina 2012 "em recuperação e no modo de crescimento".

A reação da economia tem sido o grande objetivo da presidente Dilma Rousseff. Para aquecer a atividade, a equipe de Mantega tem anunciado uma série de medidas, como redução de impostos para consumo e incentivos ao setor industrial e aos investimentos. O governo também reduziu encargos trabalhistas e tem trabalhado para manter o dólar em patamar que favoreça as exportações brasileiras.

Em entrevista publicada na edição desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo, Mantega vê o PIB como "nada espetacular" e afirma que o governo vai tomar mais medidas "pró-crescimento" da economia, com novos setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamento.

Mantega anunciou a prorrogação por mais um ano do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), a inclusão de novos setores na lista dos beneficiados pela desoneração da folha de pagamento e a concessão ao setor privado dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (Grande Belo Horizonte).

"Nós vamos prorrogar o PSI, incluir novos setores na lista da desoneração da folha e lançar programas de investimento nos setores portuário e de aeroportos", afirmou ao jornal. O PSI, programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), venceria no fim deste ano.

Segundo o ministro da Fazenda, a meta é transformar os investimentos no "carro-chefe" da economia, crescendo 8% em 2013 e 12% em 2014. Neste ano, devem recuar cerca de 3%.

Sobre o PIB do terceiro trimestre, Mantega acredita que subirá ao menos 1%. "Fico satisfeito com qualquer número de 1% a 1,3%. Se for 1%, será um crescimento anualizado de 4%", afirmou Mantega, admitindo que seria um resultado "nada espetacular", mas um "crescimento gradual".

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