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No ano até outubro, saldo acumulado está positivo em R$ 64,711 bi; superávit foi influenciado pelo aumento de 11,8% da receita líquida total sobre setembro, para R$ 78,810 bi

Reuters

O governo central --formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social-- registrou superávit primário de R$ 9,914 bilhões em outubro, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira.

No ano até outubro, o saldo acumulado está positivo em R$ 64,711 bilhões.

Já a Previdência Social apresentou, no mesmo período, déficit de R$ 2,818 bilhões, ainda segundo dados do Tesouro.

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O superávit de outubro foi influenciado pelo aumento de 11,8% da receita líquida total sobre setembro, para R$ 78,810 bilhões. Entre os fatores que propiciaram esse aumento constam o recebimento de R$ 5 bilhões de recebimento de compensações financeiras e de R$ 1 bilhão de receitas geradas por concessões.

Ajudou também na formação da economia fiscal no mês passado a queda da despesa total de 0,5% em relação a setembro para R$ 68,896 bilhões.

Com resultado fiscal ruim decorrente do baixo crescimento da economia e do reflexo na arrecadação, o governo não cumprirá a meta cheia de superávit primário de R$ 139,8 bilhões fixada para o setor público este ano.

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O governo admitiu que vai descontar R$ 25,6 bilhões na meta de economia fiscal dos investimentos feitos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de uma margem total de R$ 40,6 bilhões de abatimento prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Além de afetada pelo mau desempenho da economia neste ano, a arrecadação também sentiu o peso das desonerações tributárias feitas pelo governo para estimular a economia que somarão R$ 45 bilhões neste ano.

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