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O Departamento de Comércio informou nesta terça-feira que as encomendas de bens de capital excluindo aeronaves recuperou 1,7% no mês passado

Reuters

A medida sobre gastos empresariais dos Estados Unidos cresceu no maior nível em cinco meses em outubro, mas o quarto mês seguido de declínio nos embarques destacou os danos que os temores sobre a política fiscal mais apertada no próximo ano estão provocando na economia.

O Departamento de Comércio informou nesta terça-feira que as encomendas de bens de capital excluindo aeronaves recuperou 1,7% no mês passado, depois de cair 0,4% no mês anterior.

Economistas esperavam que as encomendas dos chamados bens de capital essenciais cairiam 0,5%.

Os embarques de pedidos desses bens de capital, usados para calcular os gastos em equipamentos e softwares no relatório do Produto Interno Bruto (PIB), recuaram 0,4%, marcando a quarta queda mensal consecutiva dessa leitura.

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O Departamento do Comércio afirmou que não havia indicação de que a supertempestade Sandy, que assolou a costa leste dos Estados Unidos no final de outubro, tenha tido impacto imediato sobre as fábricas da região.

Os empresários estão segurando investimentos em gastos de capital, cautelosos com os cortes de gastos do governo e aumentos de impostos automáticos, conhecido como abismo fiscal, que estão programados para entrar em vigor no começo do ano que vem a menos que o Congresso norte-americano e a administração do presidente Barack Obama concordem com um plano para cortar o déficit orçamentário.

O abismo fiscal pode enxugar cerca de US$ 600 bilhões de uma já frágil economia. Os investimentos dos empresários também estão sendo minados pelos prolongados problemas de dívida na Europa e pela desaceleração da demanda global, principalmente na China.

Apesar dos obstáculos, o setor industrial continua crescendo, apesar de modestamente. As encomendas de bens duráveis ficaram inalteradas em outubro, uma vez que ganhos em maquinário, produtos de metal fabricados e produtos de computadores e eletrônicos compensaram o peso de automóveis, defesa e aviões civis.

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Economistas consultados pela Reuters previam que os pedidos de bens duráveis, itens que variam de torradeiras a aeronaves e que devem durar pelo menos três anos, caíssem 0,6% no mês passado, depois de terem avançado 9,2 % em setembro.

Excluído transporte, as encomendas subiram 1,5%, depois de aumento de 1,7% em setembro.

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