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Para Banco Central Europeu e FMI, desconto para reduzir dívida da Grécia de 144% do PIB para 70% em 2020 e estimular adoção de reformas exigidas pelos países da zona do euro

Agência Estado

Os ministros das finanças da zona do euro estão avaliando um possível desconto dos bônus da dívida (haircut, em inglês) da Grécia em 2015, na tentativa de reduzir a montanha de dívida do país em recessão, segundo reportagem deste domingo do jornal alemão the Welt am Sonntag. Tal desconto pode ser usado como incentivo adicional para Grécia levar adiante as reformas requeridas em seu segundo pacote de ajuda, que termina em 2014.

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Outros países da zona do euro e instituições, como o Banco Central Europeu (BCE), estão prontos para discutir abater parte da dívida grega que possuem para colocar a dívida daquele país em um patamar mais sustentável. O tema foi discutido em encontro secreto dos ministros e oficiais dos países do bloco em Paris na última segunda-feira, diz o jornal sem citar fontes. 

A Alemanha tem sido firmemente contrária a assumir perdas da dívida grega, não desejando pedir aos contribuintes que paguem a conta para que Atenas continue na zona do euro. O BCE descartou tal medida, dizendo que seria o mesmo que financiar a Grécia diretamente, o que é estritamente proibido pelo tratado estabelecido na sua fundação.

O jornal Spiegel, no entanto, informou neste domingo que tanto o BCE como o Fundo Monetário Internacional (FMI) agora consideram que um desconto da dívida é inevitável. Ao abater metade de dívida grega que possuem, os governos da zona do euro e instituições poderiam reduzir a dívida da Grécia de 144% para 70% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

Os ministros da zona do euro se encontram nesta segunda-feira num esforço para fechar um acordo para liberação de 31,2 bilhões de euros (US$ 40,5 bilhões) da parcela de ajuda da Grécia, que beira a falência. Os dois jornais alemães informaram que o assunto do desconto não deve ser decidido na reunião de amanhã. As informações são da Dow Jones.

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