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O príncipe Willem-Alexander e a princesa Máxima lançam no país a agência de promoção da Holanda

A Holanda, um dos principais focos de investimentos brasileiros, cria agência de promoção do país para atrair mais capital das grandes companhias tupiniquins. Em evento realizado em São Paulo, a ministra de Comércio Exterior, Liliane Ploumen, e até o casal real da Holanda participaram do lançamento da Agência Neerlandesa de Investimentos Estrangeiros (NFIA, na sigla em inglês).

A iniciativa casa com um ano fraco de aportes nacionais no país europeu. Até outubro, o Brasil investiu US$ 731 milhões naquele país, menos de um décimo do que foi registrado pelo Banco Central em 2011.

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Considerada uma porta de entrada para a Europa, com sua boa infraestrutura logística e com um dos principais portos do velho continente, o país pena para passar pela crise com pouca turbulência. Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Holanda deve registrar uma recessão de 0,5% este ano. Em valores correntes, o nível de Produto Interno Bruto alcançado em 2011, de US$ 838 bilhões, deve ser recuperado apenas em 2017.

Apesar dos números ruins, o casal real tentou afastar o sentimento criado por outros países que também pediram investimentos de companhias brasileiras. A Princesa Máxima, aposta nos bons últimos anos vivenciados pelo Brasil para vender sua nação. “O Brasil tem vivenciado um forte crescimento, principalmente em 2010. Isso trouxe a perspectiva de investimentos e trabalhar conjuntamente em muitos projetos. Com os grandes eventos existe um adicional emotivo em trabalhar com este país”, diz.

A ministra do Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento, Liliane Ploumen, acredita que o perfil do país, aberto economicamente, será a chave para a saída da crise. “Esta abertura comercial está no nosso DNA. Com a situação atual da Europa, novos países estão se tornando importantes para investimentos e para manter o dinamismo de nossa economia”, argumenta.

Ela entende que seu país ainda possui um ambiente saudável e sólido, fundamentais para empresas que pretendem investir na Europa, mas que estão em compasso de espera. “Entendo que o principal fator que substancia os investimentos é nossa infraestrutura, de muita qualidade”, diz Pleumen. De acordo com o ranking global de competitividade, da World Economic Forum, a Holanda figura em sétimo lugar.

O Príncipe de Orange, detentor da coroa neerlandesa, Willem-Alexander, diz que os interesses são mútuos, indicando que empresas holandesas devam continuar a apostar no Brasil. “Temos empresas gigantescas trabalhando aqui. Agora, pequenas e médias empresas, inovadoras e que dinamizam a economia, estão descobrindo esta terra”, afirma.

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