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Contratação de mão de obra para atender época de maior demanda atrai só 28% dos lojistas, diz pesquisa

As vagas para mão de obra temporária deverão ser escassas no varejo neste final de ano. Apenas 28% dos lojistas nas 27 capitais brasileiras revelam intenção de contratar novos funcionários para atender ao aumento das vendas de Natal, entre novembro e dezembro, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Uma das razões para a baixa procura por temporários é o baixo índice de desemprego no país, inferior a 6% desde maio, segundo Roque Pellizzaro Jr, presidente da CNDL. Em outubro, a taxa de desocupação foi estimada em 5,3%, a menor para o mês na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002, segundo dados também divulgados ontem. “Os lojistas sabem das dificuldades de encontrar e treinar novos funcionários. Por isso, eles preferiram adequar suas equipes ao longo do ano”, afirma Pellizzaro.

Entre os empresários que não pretendem contratar, 71% declaram estar “satisfeitos” com o atual número de funcionários. Pellizzaro estima que aproximadamente 300 mil temporários entrarão em atividade no período natalino. “O índice de intenção segue a média de outros anos”, observa, embora a pesquisa inédita — realizada com 609 empresários — não apresente edições anteriores para comparação.

As expectativas sobre o faturamento de Natal também influenciam as contratações por varejistas. Entre os lojistas que declaram estar à procura de mão de obra, 87% acreditam que as vendas nesta época serão melhor do que em 2011. “Há uma tendência no varejo pelo auto-serviço, com menor necessidade de atendimento ao cliente”, ressalta Pellizzaro.

Os setores do varejo com maior intenção de contratações são Vestuário, tecidos, armarinho e calçados (45%) e Perfumaria e cosméticos (40%). Já 82% dos empresários de Papelarias e livrarias não têm intenções de ampliar suas equipes. As funções mais demandadas para os temporários são vendedor (71%) e caixa (26%). A faixa de dois salários mínimos é a remuneração ideal para 85% das empresas. “Esperamos que a taxa de efetivação dobre neste ano para mais de 20%. Os lojistas estão ampliando seus negócios e querem garantir equipe para 2013”, ressalta Pellizzaro.

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