Tamanho do texto

Segundo o IBGE, desaceleração do indicador deveu-se, principalmente, aos alimentos, que, embora tenham continuado em alta, caíram de 1,56%, em outubro, para 0,83% em novembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,54% em novembro, ante alta de 0,65% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 5,64%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores, quando ficou em 5,56%.

A desaceleração do IPCA 15 de um mês para o outro deveu-se, principalmente, aos alimentos, que, embora tenham continuado em alta, caíram de 1,56%, em outubro, para 0,83% em novembro, deixando a liderança de grupo com maior variação após três meses.

Os preços de produtos importantes no orçamento das famílias cresceram menos, destacando-se o arroz (de 11,91%, em outubro, para 6,63%, em novembro), óleo de soja (de 3,01% para 2,21%), frango (de 4,13% para 1,43%), pão francês (de 2,43% para 1,11%) e carnes (de 2,92% para 0,54%).

Alguns alimentos ficaram mais baratos, a exemplo da cebola (de 9,97% para -8,79%), batata inglesa (de 19,23% para -4,45%), feijão carioca (de 4,66% para -2,36%). Outros como o tomate (de -18,44% para 20,66%),cenoura (de -9,59% para -15,63%) e açúcar cristal (de -0,42% para -2,97%) mantiveram-se em queda.

Além dos alimentos, algumas despesas com habitação perderam força: taxa de água e esgoto (de 1,32%, em outubro, para 0,00% em novembro), aluguel residencial (de 0,51%, em outubro, para 0,30%, em novembro) e energia elétrica (de 0,67% para 0,09%). Com isso, o grupo habitação passou de 0,72%, em outubro, para 0,33%, em novembro. Saúde e cuidados pessoais (de 0,42% para 0,36%) também se apresentou menos acelerado.

Em contrapartida, o grupo transportes, passou de uma variação de 0,11%, em outubro, para 0,47%, em novembro. Isto ocorreu devido à alta gasolina (de 0,06% para 1,37%) e das passagens aéreas (de 1,66% para 11,80%), que, com 0,06 ponto percentual, exerceram o maior impacto individual no índice do mês.

Os artigos de vestuário continuaram em alta (de 1,05% para 1,40%) com a entrada da nova coleção. Os eletrodomésticos (de 0,11% para 0,60%) e os artigos TV, som e informática
(de -1,48% para 0,23%) ajudaram a elevar o resultado dos artigos de residência (de 0,26% para 0,58%). O grupo comunicação(de 0,18% para 0,30%) também se apresentou em alta.

Em despesas pessoais (de 0,15%, em outubro, para 0,30%, em novembro), a aceleração na taxa foi provocada pela alta dos salários dos empregados domésticos, que foram para 0,66%, em novembro, contra a queda de 0,17% registrada em outubro.

Quanto aos índices regionais, o maior foi o de Belém (1,25%), onde os alimentos aumentaram 2,79%, com impacto de 0,92 ponto percentual, sendo responsáveis por 74% do índice da região. O menor foi o índice de Goiânia (0,35%). (Com Reuters)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.