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Agência indicou que um aumento da nota depende também da confirmação de que o superávit primário é suficiente para reduzir a relação dívida/ Produto Interno Bruto

Reuters

A agência de classificação de risco Moody's confirmou nesta quarta-feira o rating do Brasil em Baa2 e manteve a perspectiva positiva para a nota, ao mesmo tempo que indicou que uma elevação virá apenas quando o Brasil tiver um crescimento econômico menos volátil e mais robusto.

A agência indicou que um "upgrade" depende também da confirmação de que o superávit primário é suficiente para reduzir a relação dívida/ Produto Interno Bruto (PIB).

"Se faltarem as condições (citadas), isso serviria como um indicador de que a perspectiva deverá ser colocada em estável", disse a agência em comunicado.

Sobre o crescimento econômico, a agência de classificação de risco destacou o baixo desempenho em 2011 e 2012 e a ausência de indicação de que a expansão estaria em linha com a expectativa de 4% antecipada por analistas.

"Enquanto a evolução recente da economia é, em parte, um reflexo de elementos cíclicos, há também fatores fundamentais em jogo, incluindo o crescimento da produtividade fabril, um desenvolvimento que --se não corrigido-- pode afetar negativamente o potencial de crescimento e a competitividade do país nos próximos anos."

Do lado positivo, a Moody's ressaltou a redução da taxa básica de juros que, ao reduzir os gastos com o serviço da dívida, deve gerar espaço fiscal adicional nas contas do governo.

"Uma redução substancial da Selic a níveis de um dígito combinada com sinais de que as condições macroeconômicas poderão contribuir para um ambiente de taxas de juros mais baixas no futuro representam acontecimentos positivos de crédito."


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