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Para que a meta seja alcançada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que é importante que os investimentos se expandam entre 8 e 10%

Reuters

O crescimento econômico do Brasil voltou a avançar no segundo semestre deste ano e terá condições de ficar acima de 4% em 2013, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira, acrescentando que também é importante que os investimentos se expandam entre 8 e 10%.

"Estamos, neste segundo semestre, acelerando o crecimento da economia brasileira para que possamos viabilizar em 2013 um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) acima de 4%. Para isso, precisamos que o investimento cresça no ano que vem de 8 a 10% em relação a este ano", disse Mantega.

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O ministro ainda destacou que as medidas anticíclicas que estão sendo adotadas pelo governo não ameaçam a solidez fiscal do país. "Estamos ancorados em uma política econômica sólida e com responsabilidade fiscal", afirmou ele, ao participar do 2º Prêmio Naval de Qualidade e Sustentabilidade, no Rio de Janeiro.

Ele repetiu que o governo não vai cumprir a meta cheia de superávit primário neste ano, de R$ 139,8 bilhões de reais. Mantega voltou a dizer que os estímulos tributários somam neste ano R$ 45 bilhões de reais, entre desoneração da folha de pagamento e redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, linha branca, entre outros.

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O ministro lembrou que, dentro da estratégia de dar estímulos à atividade econômica, está a redução dos custos de energia através da renovação das concessões do setor eléterico. A perspectiva, segundo Mantega, é que essa despesa deve cair a partir de fevereiro de 2013 e acrescentou que todo o processo foi feito "perfeitamente dentro das regras".

"Demos alternativas paras as concessionárias optarem por permanecer com a sua opção até o vencimento ou antecipar isso recebendo antecipadamente a indenização. Isso está perfeitamente dentro das regras" afirmou o ministro, acrescentando que algumas empresas tinham balanços inflados e, por isso, tinham perspectiva de rendimento maiores.

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Muitas empresas, no entanto, têm mostrado resistência para renovar suas concessões sob os termos colocados pelo governo, ameaçando o objetivo de reduzir a conta de luz no próximo ano.

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