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O ex-diretor do BC afirma que em dezembro o Brasil dificilmente terá superávit e que o governo poderia chegar perto da meta prevista se gastasse menos

Agência Estado

O economista e ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, sócio diretor da Schwartsman & Associados, avaliou, nesta terça-feira, que o governo conseguirá entre R$ 100 bilhões e R$ 110 bilhões de superávit primário em 2012, resultado bem inferior à meta cheia, de R$ 139,8 bilhões prevista para este ano. "Se já temos R$ 75 bilhões (até o terceiro trimestre), com mais dois meses, já que dezembro dificilmente temos superávit, devemos ficar perto desses valores", disse.

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Para o ex-diretor do BC, o governo poderia chegar perto da meta prevista de superávit primário deste ano se gastasse menos. "O gasto público total deve crescer R$ 34,5 bilhões este ano e, do lado da receita, haverá uma alta de R$ 11 bilhões", estimou.

Ainda pela avaliação do sócio diretor da Schwartsman & Associados, o governo federal deveria ainda "efetivamente" adotar medidas anticíclicas para incentivar a economia e não tomar ações pontuais. "Uma hora é um caminhão com impulso fiscal e outra, um caminhão de impulso monetário. Enquanto isso, a trajetória do gasto público cresce", disse. "E, com a queda nos juros, o gasto privado vai subir também", concluiu.

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