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Índice de Confiança do Comércio ficou em 130,6 pontos, contra 128,0 pontos do mês anterior; nível está próximo da média histórica, de 130,8 pontos

Agência Estado

A confiança do empresário do comércio evoluiu favoravelmente pelo segundo mês consecutivo em outubro, mas segue em patamar inferior ao registrado no mesmo período de 2011. O Índice de Confiança do Comércio (Icom), divulgado na manhã desta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), para o trimestre encerrado em outubro, ficou 0,7% abaixo do resultado do mesmo período do ano anterior. Em setembro, a queda havia sido de 3,1% na mesma base de comparação.

Em outubro, o Icom ficou em 130,6 pontos, contra 128,0 pontos do mês anterior. O nível está próximo da média histórica, de 130,8 pontos. A avaliação da FGV é que "o resultado sinaliza que o setor entra o quarto trimestre de 2012 em ritmo aquecido."

No Varejo Restrito, na comparação com o mesmo período de 2011, a queda passou de -2,3% no trimestre terminado em setembro para um recuo de 1,1% nos três meses terminados em outubro de 2012.

Já no Varejo Ampliado - que inclui veículos, motos e peças e material para construção -, as taxas evoluíram de -3,0% em setembro para -1,2% em outubro. No segmento de material para construção, as taxas interanuais passaram de -8,0% para -3,6%, enquanto o de veículos, motos e peças, que acelerou pelo quinto mês consecutivo, o índice saiu de -2,7% para uma variação de 0,3%. No Atacado, para os mesmos períodos, a taxa passou de -3,1% em setembro para 0,9% em outubro.

Segmento

Houve avanço em 13 dos 17 segmentos pesquisados na Sondagem do Comércio. No Varejo Restrito, houve melhora na evolução da confiança em cinco de nove segmentos pesquisados; no Varejo Ampliado, houve melhora em nove dos 13 segmentos; e no Atacado, houve melhora nos quatro segmentos, o que demonstra a tendência do atacado de seguir com algum atraso os avanços dos varejos, segundo a FGV.

A fundação avalia que o "aumento relativo do Icom decorreu, na percepção dos empresários do comércio, tanto em relação à demanda no momento atual quanto nas expectativas para os meses seguintes".

O Índice da Situação Atual (ISA-COM) do trimestre findo em outubro ficou 0,8% inferior ao do mesmo período do ano anterior.

Em setembro, a variação havia sido de -2,2% na mesma comparação. Na média do trimestre terminado em outubro, 20,9% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 18,5%, como fraca. No mesmo período de 2011, estes porcentuais haviam sido de 20,7% e 17,5%, respectivamente.

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