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Um representante do governo grego viaja nesta segunda-feira para Bruxelas para participar da reunião do grupo de trabalho do Eurogrupo

EFE

O governo grego inicia nesta segunda-feira uma semana crítica nas negociações para a aprovação das novas medidas de austeridade no valor de 13,5 milhões de euros exigidas pela troika em troca de um novo lance de ajuda financeira. Um representante do Executivo viaja nesta segunda-feira para Bruxelas para participar da reunião do grupo de trabalho do Eurogrupo, onde se versará sobre a situação da Grécia, da Espanha e do Chipre.

Prevê-se, ainda, que os especialistas em Bruxelas preparem as reuniões de ministros das Finanças da zona do euro da próxima quarta-feira (por teleconferência) e de 12 de novembro. Desta última reunião, Atenas espera receber sinal verde para o pagamento de um novo lance, de 31,5 bilhões de euros, que faz parte do resgate financeiro externo estipulado no começo do ano.

Antes, porém, o governo dirigido pelo conservador Antonis Samaras deve conseguir que o Parlamento ratifique as novas medidas de ajuste e, para isso, precisa do sinal verde de seus parceiros de governo, os partidos de centro-esquerda Pasok e Dimar. Ambas as formações se opõem até o momento às exigências da troika - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional- em matéria de rerforma laboral.

Entre seus esforços para alcançar o consenso, Samaras fará hoje contatos com o líder do Dimar, Fotis Kouvelis, enquanto o chefe do Pasok, Evangelos Venizelos, reunirá com a cúpula de seu partido para definir uma postura comum.

O jornal "Ta Nea" e o site econômico "Capital.gr" afirmam que o governo pretende iniciar nesta mesma semana a tramitação parlamentar dos orçamentos, nos quais está incluída parte do corte de 13,5 bilhões de euros.

Além disso, os veículos afirmam que na próxima segunda-feira será apresentado ao Parlamento em vias de urgência o pacote de 89 "ações prévias" reivindicadas pela troika para que seu relatório de progressos seja positivo, de modo que possam ser votadas no dia 7 de novembro.

Nessa série de ações estão incluídas as polêmicas medidas da reforma laboral que o Dimar se nega a ratificar. Mesmo assim, segundo o jornal "Ethnos", o governo de Samaras pretende manter o calendário previsto e submeter todas as medidas a votações, "seja qual for a posição final do Dimar".

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