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Em visita ao Japão, ministro da Fazenda brasileiro afirmou que taxas de juros reais negativas ou próximas de zero não têm impulsionado consumo e investimento privado

Reuters

TÓQUIO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que há razões para se duvidar da eficácia do afrouxamento de políticas monetárias nas atuais circunstâncias, citando ainda bancos centrais que têm recorrido a rodadas de "quantitative easing" (compra de ativos) para impulsionar suas economias.

Guido Mantega defende plano de gerenciamento de reservas para Brics
Marcelo Camargo/ABr
Guido Mantega defende plano de gerenciamento de reservas para Brics

"As taxas de juros reais têm sido negativas ou próximas a zero por um bom tempo sem impulsionar uma clara recuperação no consumo ou no investimento privado", completou Mantega, que está em Tóquio para participar de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

"Temos argumentado por algum tempo que políticas fiscais draconianas podem ser contraprodutivas", acrescentou.

Em setembro, o Federal Reserve, banco central norte-americano, lançou um programa agressivo de estímulo para compras de 40 bilhões de dólares em dívida hipotecária por mês.

Mantega declarou também que parece existir um consenso entre os Brics --grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- de que um plano de gerenciamento de reservas pode ter efeito positivo de precaução, ajudando a evitar pressões de liquidez de curto prazo e fornecendo apoio mútuo.

"Isso também ajudaria a fortalecer a malha de segurança financeira global e complementar acordos internacionais existentes", acrescentou.

(Reportagem da equipe da Reuters para FMI e Banco Mundial)